Obama vai a Copenhague para fazer campanha por Chicago como sede de Olimpíada

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu viajar até Copenhague no fim desta semana para tentar impulsionar a candidatura de Chicago, cidade onde cresceu politicamente, para sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Chicago concorre diretamente com o Rio de Janeiro e, inicialmente, apenas Michelle Obama iria até a cerimônia de anúncio da cidade escolhida em Copenhague.

Redação com agências internacionais |

Segundo Valerie Jarret, conselheira da Casa Branca, Obama decidiu fazer a vigem para liderar a campanha de Chicago na disputa pela chance de sediar uma Olimpíada.

O presidente embarca na  quinta-feira e se encontra com sua mulher, Michelle, e outros membros de sua administração. Obama é o primeiro presidente dos EUA a assumir um papel direto no lobby para um evento olímpico.

Além de Barack Obama, o secretário da Educação, Arne Duncan, e o secretário dos Transportes, Ray LaHood, ambos de Illinois, também participam do evento.

Chicago enfrenta dura competição do Rio de Janeiro, Madri e Tóquio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o rei Juan Carlos da Espanha já confirmaram presença na Dinamarca. O comitê olímpico japonês convidou o novo primeiro-ministro, Yukio Hatayama.

"Lobby" pela cidade

A presença de chefes de Estado nas votações olímpicas têm tido papel cada vez mais importante nas últimas sessões do COI.

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair foi considerado fundamental para ajudar Londres a ganhar os Jogos de 2012, enquanto o ex-líder russo Vladimir Putin ajudou Sochi a ser escolhida sede dos Jogos de Inverno de 2014.

As autoridades da campanha de Tóquio anunciaram na última semana que irão convidar o novo primeiro-ministro do país, Yukio Hatoyama, para ir a Copenhague tentar angariar votos para a cidade entre os membros do COI que participam da votação, feita em rodadas eliminatórias com uma cidade sendo excluída de cada vez.

Segundo o presidente do COI, não há uma clara favorita entre as quatro concorrentes e a vencedora será decidida por uma margem "muito apertada."

Rio tem boas chances

O Rio de Janeiro, que pela primeira vez chegou à fase final do processo de escolha olímpica após duas tentativas frustradas, saiu fortalecido após a divulgação no início do mês dos relatórios de avaliação das cidades feitos pelo COI.


Placar em praia carioca faz contagem regressiva para anúncio / NYT

Apesar de terem destacado preocupação em áreas como acomodação e segurança, os inspetores citaram pontos positivos de realizar uma Olimpíada na cidade e a consideram tecnicamente apta.

A cidade aposta ainda na experiência bem-sucedida dos Jogos Pan-Americanos de 2007, apesar de projetos não realizados e do estouro de orçamento, e na realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil em 2014, que adiantará parte das obras de infraestrutura necessárias para a Olimpíada.

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, afirmou que a confiança em realizar os primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul é grande, porque todos os eleitores do COI que foram apresentados à proposta brasileira demonstraram uma boa receptividade.

Segundo ele, o Rio "quer conquistar o coração dos membros do COI com a paixão do povo carioca e brasileiro pelo esporte".

"Em todas as apresentações da candidatura houve uma boa acolhida, um bom entendimento da mensagem do Rio de Janeiro -- queremos transformar a cidade do Rio de Janeiro a partir dos Jogos Olímpicos, queremos reforçar o esporte como instrumento de transformação social, queremos trazer o movimento olímpico para a América do Sul", afirmou.

* Com AP e Reuters

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