O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu modificar a estratégia americana para o Afeganistão ao emitir uma ordem executiva que determina um aumento no número de soldados americanos no país, informaram fontes do governo dos EUA.


De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, a decisão foi comunicada por Obama à secretária de Estado, Hillary Clinton, e aos chefes militares dos Estados Unidos na noite do último domingo.

O presidente dos EUA deve passar a segunda-feira informando os líderes de Grã-Bretanha, França, Rússia e outros países aliados sobre a nova estratégia.

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Na noite de terça-feira, Obama deve fazer o anúncio oficial sobre o aumento no número de tropas em um discurso televisionado.

No discurso, Obama deve ainda revelar como pretende financiar a nova estratégia e quanto tempo devem durar as operações das forças dos EUA no Afeganistão, segundo Gibbs.

Embora o número de homens adicionais que serão enviados para o Afeganistão ainda não tenha sido anunciado oficialmente, informações divulgadas pela mídia dos EUA dão conta de que 30 mil novos soldados serão mandados para o país.

A decisão atende a uma solicitação do comandante das forças americanas no Afeganistão, general Stanley McChrystal, que pediu que 40 mil novos soldados fossem enviados.

Atualmente, os Estados Unidos possuem cerca de 68 mil homens servindo no Afeganistão. No total, as forças da coalizão contam com 100 mil soldados.

Segurança

As informações sobre a nova estratégia americana surgem no mesmo dia em que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou que a Grã-Bretanha enviará mais 500 soldados para o Afeganistão, elevando o número de britânicos servindo no país para 10 mil.

Segundo Brown, outros oito países que participam da coalizão também ofereceram um aumento de tropas.

Em um discurso no Parlamento, Brown afirmou que "a segurança das pessoas nas ruas da Grã-Bretanha" depende da ação contra a ameaça dos extremistas que atuam na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

Brown ainda afirmou que a escalada militar no Afeganistão deve ser seguida por uma "escalada política", com a reforma da polícia do país e um governo local mais responsável.

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