Obama tentar acalmar preocupação sobre fechamento de Guantánamo

Por Matt Spetalnick WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, tentou nesta quinta-feira acalmar as reações a seus esforços para fechar a prisão norte-americana em Guantánamo, um símbolo internacionalmente criticado da política da era Bush com relação aos detidos por suspeita de terrorismo.

Reuters |

Quatro meses após o início de sua presidência, Obama sofreu um revés na quarta-feira quando o Senado, controlado por seu próprio partido, o Democrata, bloqueou a verba de 80 milhões de dólares que ele pedira para o fechamento de Guantánamo, enquanto decide o que fazer com os prisioneiros ali encarcerados.

Parlamentares democratas, preocupados com a possibilidade de alguns dos prisioneiros serem presos ou mesmo libertados nos EUA, se rebelaram contra Obama depois de oposicionistas republicanos terem ameaçado tachá-los de condescendentes com o terrorismo.

"Nós mantemos nossos mais estimados valores, não apenas porque isso é certo, mas porque isso fortalece nosso país e nos mantêm seguros", disse Obama, tentando retomar o controle do debate.

Obama, que sucedeu o presidente George W. Bush no dia 20 de janeiro, prometeu em seus primeiros dias na presidência fechar Guantánamo até janeiro de 2010.

No país, há receios de que com o fechamento do campo de detenção na base naval dos EUA em Guantánamo, Cuba, alguns suspeitos de terrorismo presos no local possam ser libertados nos EUA.

Apesar de seu alto índice de aprovação pública, Obama enfrenta um teste importante de sua liderança quando procura acalmar uma controvérsia que ameaça desviar a atenção para aquela que é sua prioridade declarada número 1: resgatar a economia americana combalida.

Embora a maioria dos democratas concorde que Guantánamo deve ser fechada, eles estão exigindo um plano detalhado antes de aprovar a verba para iniciar o processo de fechamento.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG