Washington, 7 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, procurou hoje recuperar o prestígio político ao dar um novo impulso a sua reforma na saúde, durante um discurso bem ao estilo de sua vitoriosa campanha eleitoral em 2008.

"Nunca estivemos tão perto de uma reforma. Por isso, os grupos com outros interesses estão fazendo o que sempre fazem, assustando as pessoas", disse o presidente durante um piquenique na cidade de Cincinnati, organizado pela principal central sindical americana em comemoração ao Dia do Trabalho, celebrado hoje nos EUA.

Nas últimas semanas, a popularidade de Obama recuou, em um momento em que os republicanos conseguiram desviar o foco do debate, advertindo que o presidente quer criar um sistema "socialista", que não permitirá aos americanos escolher livremente seus médicos.

Entre os que estão contra Obama, há quem alerte inclusive que o novo sistema de saúde deixaria de fora os idosos por questões de economia, comentário que o presidente diz ser mentiroso.

O discurso de hoje, que marca a volta de férias do chefe do Executivo, foi uma antecipação do que ele fará na quarta-feira no Congresso.

Obama abraçou o projeto da reforma no sistema de saúde os EUA como prioridade, mas outros assuntos têm desgastado a Casa Branca nos últimos dias.

A direita conseguiu colocar o Governo na defensiva em relação a outro discurso que o presidente fará nesta terça-feira, dirigido aos estudantes do país. Eles entendem que Obama está querendo doutrinar os alunos com propaganda "socialista".

Em uma tentativa de esvaziar a polêmica, a Casa Branca divulgou hoje o texto do discurso, para demonstrar que as palavras do presidente servirão para encorajar os estudantes a superar seus problemas e iniciar o ano letivo americano com ambição e empenho.

EFE cma/dm/bba

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