Obama tem vantagem de 4 pontos sobre McCain, diz pesquisa

WASHINGTON - A vantagem do democrata Barack Obama sobre o republicano John McCain na disputa pela Casa Branca subiu para 4 pontos, impulsionada pelo aumento no apoio entre as mulheres e independentes, segundo uma pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada na quinta-feira.

Reuters |

Obama tem 48% da preferência dos prováveis eleitores, contra 44% de McCain. A vantagem do democrata era de 2 pontos na quarta-feira. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais.

Obama ampliou sua vantagem entre os independentes para 13 pontos, contra 9 na véspera. Sua liderança entre o eleitorado feminino foi de 7 para 9 pontos. Além disso, Obama conseguiu uma ligeira vantagem sobre McCain entre os eleitores católicos e lidera, ou está empatado, com o republicano em todas as faixas etárias, exceto entre os eleitores com mais de 70 anos.

"Obama parece estar indo bem nos grupos de eleitores que ele realmente precisa, como as mulheres e os independentes", disse o especialista em pesquisas John Zogby. "McCain tem que se sair muito melhor entre eles."

McCain, ex-piloto da Marinha e prisioneiro de guerra no Vietnã, que tem concentrado sua campanha nas questões de segurança, está apenas empatado com Obama entre as famílias que tem membros nas Forças Armadas.

"Isso não é um bom sinal para McCain", disse Zogby.

A pesquisa, parte dos levantamentos diários que rastrearão a opinião pública até a eleição de 4 de novembro, foi realizada entre segunda e quarta-feira junto a 1.203 prováveis eleitores.

Cerca de um terço do levantamento foi feito após o segundo debate entre Obama e McCain na noite de terça-feira, no qual os dois candidatos duelaram sobre a crise econômica.

McCain esperava que o debate o ajudasse a mudar uma disputa favorável a Obama, mas Zogby disse que uma uma amostra de um dia realizada após o debate apontou vantagem de 6 pontos percentuais para Obama.

"McCain não ajudou a si mesmo no debate, isso está bastante claro", disse o especialista.

O independente Ralph Nader e o libertário Bob Barr conseguiram, cada um, apoio de 1% das pessoas que responderam a pesquisa; 4% disse que ainda não se decidiu.

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