Obama suspende restrições sobre viagens e remessas a Cuba

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, suspendeu nesta segunda-feira a suspensão de algumas restrições impostas pelos Estados Unidos para permitir que cidadãos cubano-americanos possam viajar e enviar dinheiro com maior facilidade para a ilha. O anúncio foi feito pelo porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Redação com agências internacionais |

"O presidente ordenou que os secretários de Estado, Tesouro e Comércio tomem as medidas necessárias para suspender todas as restrições na capacidade de indivíduos em visitar familiares em Cuba e fazer remessas de dinheiro", disse Robert Gibbs, em uma coletiva de imprensa.

Obama autorizou ainda que empresas de telecomunicações norte-americanas busquem licenças para operar na ilha cubana, e pediu que seu governo examine a possibilidade de iniciar voos comerciais regulares para a ilha. Atualmente, a ligação aérea entre os dois países se limita a voos fretados.

Gibbs disse que o objetivo das medidas é promover a democracia e o respeito aos direitos humanos na ilha.

"O presidente gostaria de ver o povo cubano ter mais liberdade. Essas são ações que o ele pode tomar - e tomou -, no sentido de ajudar a abrir o fluxo de informação", disse Gibbs. "Há passos que o governo cubano pode e deve tomar", acrescentou.

A medida havia sido uma promessa de campanha do presidente americano, Barack Obama e deve ajudar a aproximar membros de famílias cubanas que vivem nos dois países, separados por décadas de sanções americanas.

Atualmente, cubanos que vivem nos EUA podem visitar a ilha uma vez por ano e enviar apenas US$ 1.200 por pessoa, em dinheiro, para familiares em Cuba.

O gesto de Obama pode ser o início de uma nova atitude em relação a Cuba e outros países latino-americanos que têm pressionado Washington para encerrar o embargo comercial que tem isolado Havana por mais de quatro décadas.

A mudança ocorre nas vésperas da participação de Obama na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago esta semana. Mas Obama pode enfrentar resistência no Congresso, especialmente de republicanos.

Na semana passada, os deputados Frank Wolf e Chris Smith exigiram que Obama insista na libertação de todos os presos políticos antes de suspender as restrições comerciais e de viagens.

Durante a campanha presidencial do ano passado, Obama apoiou a suspensão de algumas limitações impostas pelos EUA a viagens e remessas de dinheiro, mas disse que não eliminaria o embargo comercial até que Cuba mostre progresso em direção à democracia e aos direitos humanos.

* Com EFE, Reuters, BBC e AP

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