Uma multidão sem precedentes estará em Washington nas históricas festas marcadas para 20 de janeiro, sob fortes medidas de segurança, para comemorar a posse de Barack Obama, símbolo de uma imensa esperança de mudança em um país que vive grave recessão econômica.

Cientes da capacidade do presidente eleito de reunir multidões, como aconteceu durante a campanha, as autoridades chegaram a contemplar a possibilidade de que entre 4 e 5 milhões de pessoas iriam à capital, mas logo revisaram estes dados em baixa para entre 1,5 e 2 milhões de pessoas.

Esta multidão será de qualquer forma um recorde: a maior concentração da história de Washington foi em 1965, quando a posse do sucessor do assassinato presidente John F. Kennedy, Lyndon Johnson, reuniu 1,2 milhão de pessoas.

As celebrações vão durar quatro dias, a partir de sábado 17, dia em que Obama chegará a Washington de trem, procedente da Filadélfia, como seu predecessor e herói Abraham Lincoln.

As festas terminarão ao meio-dia de terça-feira 20, quando Barack Obama fará juramento à Constituição sobre o mesmo exemplar da Bíblia utilizado por Lincoln em 1861. Falará ao pé do Capitólio, sede do Congresso americano, frente a seus admiradores reunidos na imensa esplanada de 3 km de cumprimento.

Em seguida, participará de um desfile de 13.000 pessoas, composto por fanfarras e corpos militares, entre o Capitólio e a Casa Branca.

Dez telões, cem alto-falantes, 8.000 policiais (1.000 a mais que na posse de George W. Bush) e 11.500 militares controlarão a multidão. A cerimônia custará 75 milhões de dólares e será financiada por doações.

"Os hotéis estão lotados, todas as limusines em um raio de 100km foram alugadas", informou o presidente da Câmara de Comércio de Washington, Jim Dinegar.

Alguns particulares alugaram suas casas a visitantes que vieram especialmente para a ocasião, mas o entusiasmo está minando com as notícias de que a cidade estará intransitável.

As festas incluem cerca de 10 bailes oficiais e centenas de outros organizados por igrejas e comunidades étnicas, entre outros.

O metrô, que funcionará com horários excepcionais, certamente ficará lotado. "Não poderemos receber 2 ou 3 milhões de pessoas", advertiu Lisa Farbstein, do metrô de Washington. "Se você não está longe, pense em ir a pé", acrescentou.

Os ciclistas se organizam para incentivar o uso de motocicletas e ofereceram um serviço de estacionamento gratuito perto da esplanada.

Só resta esperar que o tempo esteja bom. Karyn Leblanc, porta-voz dos serviços de transporte da cidade afirma: "queremos que todo mundo faça a dança do sol".

vmt/lm

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