Obama se reúne com líderes de milícia sunita no Iraque

O virtual candidato democrata à Presidência americana, Barack Obama, se reuniu com líderes tribais sunitas nesta terça-feira na província de Anbar, oeste do Iraque. Obama se reuniu em Ramadi com milicianos do movimento Conselhos do Despertar, que conta com o apoio dos Estados Unidos.

BBC Brasil |

O grupo recebeu o crédito pela melhoria na situação de segurança em Anbar desde que seus integrantes se voltaram contra a Al-Qaeda, em 2007.

Obama se reuniu com os líderes tribais depois de um encontro com o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, em Bagdá.

A visita ao Iraque foi a segunda parte de seu giro internacional que inclui países do Oriente Médio e da Europa.

Senador pelo Estado de Illinois, Obama está viajando como membro de uma equipe parlamentar americana. Mas sua viagem já foi chamada de "giro de estadista" por observadores.

Ele viaja com outros dois senadores - Jack Reed e Chuck Hagel - que também são críticos da incursão militar americana no país.

'Discussão construtiva'
Na reunião de segunda-feira, Obama se encontrou com Maliki na protegida "zona verde" de Bagdá, sede do governo iraquiano.

O senador de Illinois afirmou que teve uma "discussão muito construtiva" com o primeiro-ministro iraquiano.

Obama também se reuniu com o presidente Jalal Talabani e com o comandante das tropas americanas no país, General David Petraeus.

O democrata defendeu a retirada dos soldados americanos do Iraque, mas acrescentou que está preparado para ser flexível a respeito dos detalhes e poderia deixar alguns soldados no país para tarefas especiais, como o treinamento das forças iraquianas e o combate aos integrantes da Al-Qaeda no país.

Mas Obama não discutiu a questão com o primeiro-ministro Maliki, segundo o porta-voz do governo Ali al-Dabbagh.

Jordânia
Depois da segunda manhã no Iraque, Barack Obama chega nesta terça-feira a Amã, na Jordânia, para o primeiro grande evento público de sua viagem.

Em uma entrevista coletiva, o democrata deve dar mais detalhes de sua viagem ao Iraque e Afeganistão.

Em uma declaração divulgada na noite de segunda-feira, Obama afirmou que os iraquianos querem um cronograma desejável para a partida dos soldados americanos de seu país, e o primeiro-ministro Nouri al-Maliki afirmou que tem esperanças de que a retirada possa ocorrer em 2010.

No domingo, o governo iraquiano negou a alegação de que Maliki teria manifestado apoio ao plano de retirada Obama, em entrevista a uma revista alemã. Bagdá afirmou que as declarações do primeiro-ministro haviam sido mal interpretadas.

Em uma declaração conjunta feita na semana passada, Maliki e o presidente americano, George W. Bush, afirmaram que haviam concordado em estabelecer um "horizonte" para retirada das tropas, como parte de um acordo de segurança que ainda está em negociação.

Segundo a Casa Branca, qualquer decisão de retirar as tropas seria baseada em "melhorias nas condições" e não em uma "data arbitrária".

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