Macarena Vidal. Washington, 2 dez (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje, em reunião com os governadores, intervir de maneira rápida para fazer frente à crise econômica assim que assumir o poder, em 20 de janeiro.

Obama e seu vice-presidente, Joe Biden, se reúnem hoje com os governadores na Filadélfia, na primeira visita a um estado desde a vitória nas eleições presidenciais de 4 de novembro, para tratar da crise econômica e de suas conseqüências a nível estadual e local.

Em discurso no início do encontro, o presidente eleito reconheceu que os estados padecem de modo agudo das conseqüências da crise e prometeu intervir "com rapidez" para fazer frente aos problemas econômicos.

Entre outras coisas, ressaltou que pretende fazer "cortes tributários nos bolsos das famílias de classe média que atravessam dificuldades" e começar a realizar os investimentos necessários "para criar uma economia forte durante muitos anos".

"Para resolver esta crise e aliviar os problemas em nossos estados, necessitamos atuar, e atuar já", insistiu Obama, que afirmou que contará com os governadores e seus estados para que apresentem idéias e ajudem a elaborar a estratégia adequada contra a crise.

"Como chefe de Estado, não lhes pedirei simplesmente que me ajudem a iniciar nosso plano de recuperação econômica. Pedirei que me ajudem a elaborar esse plano. Assim é que faremos nossa economia crescer, desde a base", afirmou.

Obama propôs uma "firme aliança" entre o Governo federal e os locais para enfrentar os graves problemas econômicos e estendeu a mão aos republicanos, ao afirmar que durante as eleições competiram "animadamente, mas que quando esse período acaba, chega o momento de governar".

Desde sua vitória nas eleições, Obama insiste em dizer que fazer frente aos problemas econômicos do país será sua prioridade desde o seu primeiro dia na Casa Branca.

O presidente eleito é partidário de um plano de estímulo econômico que se some às medidas já adotadas pelo Governo de George W. Bush.

A meta de Obama é criar ou ajudar a manter 2,5 milhões de postos de trabalho.

A equipe do presidente eleito se encontra em conversas com representantes do Congresso para traçar as bases desse plano de estímulo, que poderia chegar a US$ 500 bilhões em dois anos.

Na reunião de hoje, os governadores expõem os problemas da crise econômica em seus estados, onde as perdas de postos de trabalho aumentaram a demanda por programas de assistência, enquanto os Governos locais ingressam menos dinheiro por impostos.

Os governadores pediram pelo menos US$ 40 bilhões para fazer frente às despesas sanitárias dos menos favorecidos e cerca de US$ 130 bilhões em investimentos em infra-estruturas, como uma via para reativar a atividade econômica.

O anfitrião da reunião, o governador da Pensilvânia e presidente da Associação Nacional de Governadores, Ed Rendell, afirmou na segunda-feira: "Sem a ajuda do Governo federal teremos que cortar programas e/ou aumentar os impostos, e qualquer uma dessas medidas teria um efeito ainda pior em nossas economias".

Governadores de 45 estados, tanto democratas quanto republicanos, assistem à reunião na Filadélfia.

Entre os republicanos estão o governador da Louisiana, Bobby Jindal, considerado a grande esperança de seu partido para as eleições de 2012, e a do Alasca, Sarah Palin, que foi candidata republicana à Vice-Presidência nas eleições passadas.

Biden referiu-se à sua adversária de campanha eleitoral quando citou a presença de Palin como um exemplo de como a situação econômica é um assunto tanto de republicanos quanto de democratas.

"Talvez a gente saia depois um momento para dar uma volta e ela me diga olá", comentou o vice-presidente eleito, entre os risos dos presentes. EFE mv/ab/plc

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