Obama se reúne com Angela Merkel e discursa sobre as relações transatlânticas

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, visita nesta quinta-feira a cidade de Berlim, onde deve fazer um discurso sobre a renovação das relações transatlânticas para um público que aparentemente já conquistou.

AFP |

O senador negro de Illinois, que chegou à capital alemã hoje pela manhã, se reuniu durante uma hora com a chanceler conservadora Angela Merkel, antes de encontrar no período da tarde o ministro alemão dos Assuntos Extrangeiros, Frank-Walter Steinmeier.

À noite, ele discursará sobre as relações transatlânticas ao pé da Coluna da Vitória, a centenas de metros do Portal de Brandebourg, símbolo da reunificação de uma cidade dividida durante décadas de Guerra Fria.

"A mensagem que eu quero passar sobre os dois lados do Atlântico é a oportunidade formidável de encontrar uma convergência de interesses", declarou o candidato no avião de Tel Aviv para Berlim.

Ele disse que não fará um discurso de campanha, porque não se dirigirá a seus eleitores. "Mas espero que veremos assim as grandes linhas das relações que gostaria de instaurar entre os EUA e a Europa", declarou.

O acesso ao local do discurso está bloqueado a espera de dezenas de milhares de espectadores. Mil policiais foram mobilizados. Para o ato, organizado pelo comitê de campanha do candidato, dois telões foram instalados nas proximidades para projetar as imagens do orador e das orquestas que animarão a multidão antes da chegada do candidato, prevista para às 19H00 local (14H00 de Brasília).

Barack Obama, "o John Kennedy negro", gera entusiasmo na Alemanha, onde a popularidade dos EUA caiu a seu mais baixo nível durante a presidência de George W. Bush. Segundo uma pesquisa recente da TNS, 76% dos alemães gostariam de assistir à vitória do jovem senador, contra 10% que apoiariam o candidato republicano John McCain.

As posições do candidato democrata, da retirada das tropas americanas do Iraque ao fechamento da prisão de Guantánamo, seduzem o público alemão. Mas muitos comentaristas advertem contra as expectativas exageradas. "Obama não deve ser confundido com um europeu disfarçado", escreveu esta semana o Handelsblatt.

Merkel declarou quarta-feira que não espera uma reviravolta da diplomacia americana após as eleições. Seja qual for o vencedor, haverá uma continuidade em política estrangeira, avisou em entrevista à imprensa.

Berlim já sabe que o próximo presidente americano pedirá aos europeus mais esforços para sustentar a Aliança Atlântica, principalmente no Afeganistão. A chanceler disse em público que a Alemanha não vai além do reforço de mil homens anunciado para o norte do Afeganistão.

Barack Obama, que já foi ao Kuwait, ao Iraque, ao Afeganistão, à Jordânia e a Israel, deve passar sexta-feira por Paris e, em seguida, em Londres, onde encerra sua viagem.

col/lm

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