Obama se prepara para estrear na Assembleia Geral da ONU

O presidente americano, Barack Obama, vai fazer sua estreia na Assembleia geral da ONU, que fará três dias de debates sobre temas como o clima, a proliferação nuclear, o Oriente Médio e o Irã.

AFP |

Mais de 120 chefes de Estado e de Governo são aguardados em Nova York, mas a principal atração será o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, muito popular entre seus pares por sua propensão ao diálogo, uma qualidade da qual carecia seu predecessor George W. Bush.

A Assembleia Geral começa nesta terça-feira com um debate sobre o clima, tema sobre o qual os Estados Unidos são criticados tanto pelos europeus quanto pelas nações emergentes.

A menos de três meses da conferência de Copenhague (7-18 de dezembro), muitos dirigentes não escondem seu pessimismo, citando as divergências persistentes entre países ricos e emergentes sobre as formas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu convidar os dirigentes a esta cúpula para tentar dar um impulso político a este processo.

Também na terça-feira, Obama vai se reunir pela primeira vez com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, para tentar relançar as negociações de paz.

No entanto, esta reunião deve ser meramente simbólica, depois do fracasso da última missão de George Mitchell, o emissário americano para o Oriente Médio.

Quarta-feira pela manhã, Obama pronunciará seu primeiro discurso na Assembleia. A expectativa é que ele reafirme seu compromisso com o multilateralismo e seu desejo de diálogo, inclusive com países hostis como o Irã.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursará no mesmo dia, assim como os chefes de Estado da França, Nicolas Sarkozy; da Rússia, Dmitri Medvedev; do Irã, Mahmud Ahmadinejad; e da Líbia, Muammar Kadhafi. Também haverá uma intervenção do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

Quinta-feira, Obama presidirá uma reunião exepcional do Conselho de Segurança sobre a não proliferação e o desarmamento nuclear, antes de seguir para Pittsburgh (Pensilvânia, leste dos EUA) para a cúpula do G20.

Esta cúpula acontece num momento em que as grandes potências tratam de conter as ambições nucleares do Irã e da Coreia do Norte e depois de Washington e Moscou terem prometido reduzir seus arsenais nucleares respectivos.

Durante os três dias da Assembleia Geral em Nova York, Obama também manterá vários encontros bilaterais, sobretudo com Medvedev, com o presidente chinês, Hu Jintao, e com o novo primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama. O dirigente americano ainda co-presidirá uma reunião dos Amigos do Paquistão com Ban Ki-moon, Gordon Brown e o presidente paquistanês, Ali Zardari.

Esta Assembleia Geral da ONU será a primeira de um presidente chinês, e também de Kadhafi, que em 40 anos de poder na Líbia nunca compareceu ao evento.

Manuel Zelaya, considerado pela comunidade internacional o presidente legítimo de Honduras apesar de ter sido derrubado por um golpe de Estado em junho, também estará presente.

A Assembleia Geral também servirá de pretexto para uma reunião de ministros do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, ONU, União Europeia e Rússia). Quinta e sexta-feira, haverá uma reunião de alto nível para facilitar a entrada em vigor do Tratado de Proibição dos Testes Nucleares (CTBT).

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, falará com seus colegas do grupo de seis países envolvidos nas negociações nucleares com o Irã (EUA, China, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha).

hc/yw

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