Obama se instala em Washington e trabalha no plano de recuperação econômica

Barack Obama e sua família se instalam neste domingo em Washington, onde o presidente eleito vai começar imediatamente a trabalhar em seu plano de recuperação da econômica americana, que os democratas esperam conseguir aprovar no Congresso pouco depois da posse presidencial, marcada para 20 de janeiro.

AFP |

De volta de duas semanas de férias no Havaí, Obama, sua esposa Michelle e as duas filhas do casal, Sasha, 10 anos, e Malia, 7 anos, devem se instalar provisoriamente no Hay-Adams, um hotel de luxo de Washington.

Aguardado na noite deste domingo na capital federal americana, o presidente eleito irá ao Capitólio já na segunda-feira para tentar finalizar com os líderes parlamentares as modalidades de seu plano de recuperação, avaliado entre 775 bilhões e um trilhão de dólares pelo chefe da maioria democrata na Câmara dos Deputados, Steny Hoyer.

Segundo Hoyer, o plano de recuperação da economia americana deverá ser aprovado "no início de fevereiro", ou seja, depois da chegada do novo presidente à Casa Branca.

"Queremos realmente que o plano seja submetido à Câmara dos Representantes antes do fim de janeiro, para que possa ser enviado em seguida ao Senado e ao presidente" Barack Obama "no início de fevereiro", declarou Hoyer ao canal de TV Fox News.

"Os economistas de todas as tendências políticas concordaram no fato de que se não atuarmos rapidamente, e com audácia, poderemos assistir a uma recessão ainda mais grave, capaz de levar a um desemprego duas vezes maior", advertiu Obama sábado durante seu programa de rádio semanal.

A taxa de desemprego atingiu 6,7% em novembro nos Estados Unidos.

Segundo o presidente eleito, "o objetivo número um" do plano preparado por sua equipe será criar três milhões de empregos, sendo 80% no setor privado.

Obama também pretende promover "investimentos de longo prazo" nas infra-estruturas, assim como "isenções fiscais diretas para 95% dos trabalhadores americanos".

De acordo com o New York Times deste domingo, Obama e os parlamentares democratas também estudam uma ampla extensão do seguro-saúde e do seguro-desemprego.

O líder da bancada republicana no Senado, Mitch McConnell, pediu que os republicanos possam participar da elaboração deste gigantesco plano de recuperação, e advertiu para qualquer precipitação na hora de aprová-lo.

"Temo que isso seja feito de maneira muito precipitada. Trata-se de um plano enorme", declarou. "Queremos garantir que não se trata apenas de uma lei para gastar um trilhão de dólares, e que este plano pode atingir seu objetivo. Queremos ser associados ao processo", concluiu.

Além da crucial questão econômica, a equipe de Obama deverá se posicionar sobre o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. O futuro presidente dos Estados Unidos mantém por enquanto um silêncio prudente sobre o assunto.

Obama "está atento à situação em Gaza", afirmou no sábado uma de suas colaboradoras, Brooke Anderson, depois da entrada das tropas israelenses na Faixa de Gaza.

O presidente eleito foi convidado quarta-feira para um almoço oferecido pelo presidente George W. Bush na Casa Branca, onde também terá a oportunidade de conversar com os ex-presidentes Jimmy Carter, Bill Clinton e George Bush pai.

dab/yw

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