O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, teve seu primeiro encontro com o presidente George W. Bush na Casa Branca, nesta segunda-feira, pouco menos de uma semana após de ter sido eleito.

Em declarações à imprensa, os porta-vozes dos dois descreveram o encontro, que durou cerca de duas horas, como "amigável" e "produtivo"

Poucos detalhes sobre a reunião foram revelados, mas é provável que entre os assuntos discutidos estivessem a Guerra no Iraque, a crise financeira internacional e a transição entre os dois governos.

Em sua primeira visita à Casa Branca como presidente eleito dos EUA, Obama estava acompanhado de sua mulher, Michelle.

A atual primeira-dama dos EUA, Laura Bush, mostrou a Michelle Obama os aposentos da residência oficial do presidente.

Em um comunicado divulgado por sua equipe logo após o encontro, o presidente eleito Barack Obama classificou a discussão como "ampla".

"Tivemos uma discussão ampla sobre a importância de trabalharmos juntos na transição do governo em um momento de grandes desafios críticos na economia e na segurança", diz o comunicado.

Já a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, afirmou que Bush classificou o encontro como "descontraído" e "construtivo", mas não quis fazer mais comentários.

Guantánamo
Enquanto isso, foram divulgadas notícias de que Obama pode mudar a política dos EUA em relação à prisão de Guantánamo e de que ele pretende revogar alguns decretos do presidente George W. Bush assim que tomar posse, no dia 20 de janeiro.

Informações dão conta de que a equipe de Obama está preparando um plano que consistiria na transferência de alguns detentos do campo de prisioneiros - que fica em uma base dos EUA em Cuba - para o sistema judiciário americano.

Outra parte dos presos também poderia ser libertada e outros, que não poderiam ser julgados em público por questões de segurança nacional, seriam encaminhados a um novo tribunal a ser criado especialmente para eles.

Entre os decretos de Bush que podem ser revogados, segundo declarações do chefe de transição de Obama, John Podesta, estão aqueles relativos à pesquisa com células-tronco e à exploração de petróleo em território americano.

Em uma entrevista à rede Fox de TV, no fim-de-semana, Podesta disse que o novo presidente deve reverter decretos de Bush que proíbem pesquisas de célula-tronco e que permitem novas perfurações em busca de petróleo e gás em Utah.

Podesta indicou que Obama pretende implementar mudanças abrangentes logo depois da posse, em janeiro, em áreas onde a aprovação do Congresso não é necessária.

Segundo o jornal americano Washington Post, a equipe de Obama compilou uma lista com 200 ordens executivas de Bush que poderiam ser revertidas - entre elas, decretos que afetam a legislação ambiental e leis que regulamentam o aborto.

Também em entrevista concedida no fim-de-semana, o deputado americano Rahm Emanuel, indicado para ser o chefe de gabinete de Obama, disse que o futuro governo procurará ligar reformas no setor de saúde às propostas de legislação no setor econômico.

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