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Obama se diz escandalizado com repressão a protestos no Irã

Washington, 23 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou hoje estar escandalizado com a repressão contra os manifestantes no Irã e expressou sua condenação enérgica dessas ações injustas.

EFE |

"Os EUA e a comunidade internacional estão preocupados e escandalizados pelas ameaças, surras e prisões dos últimos dias", disse Obama, em entrevista coletiva na Casa Branca, sua primeira concedida sozinho em quase dois meses.

"Condeno energicamente estas ações injustas", afirmou o presidente, que foi criticado nos EUA por não adotar uma posição mais dura contra o regime iraniano.

Obama emitiu as declarações mais enérgicas, até agora, sobre a crise no Irã, durante esta coletiva.

O presidente disse que membros do Governo iraniano acusaram os EUA de estimularem os protestos contra o resultado das eleições, como uma forma de evitar o debate sobre o futuro do país.

"Estas acusações são claramente falsas e absurdas. São uma tentativa óbvia de distrair o povo sobre o que está acontecendo de verdade dentro das fronteiras do Irã", disse Obama.

"O povo iraniano tem o direito universal de reunião e de livre expressão", afirmou o presidente.

"Se o Governo iraniano quer o respeito da comunidade internacional, deve respeitar esses direitos e dar atenção à vontade de seu próprio povo", acrescentou.

Os manifestantes colocam em dúvida o resultado das eleições, que, segundo a versão oficial, deu vitória ao atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

Até agora, os protestos e enfrentamentos causaram a morte de pelo menos 20 pessoas, segundo os números oficiais.

O Conselho de Guardiães, órgão que deve validar as eleições, descartou anular as eleições, apesar de ter reconhecido que houve irregularidades em 50 cidades.

Na entrevista coletiva, Obama defendeu a postura que manteve até agora, de não envolver os EUA no movimento interno gerado no Irã.

"O Governo do Irã deve reconhecer que há um caminho pacífico para resolver o que está acontecendo estes dias. Esperemos que esse caminho seja tomado", indicou. EFE cma-mv/pd

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