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Obama se diz preocupado com situação no Irã, mas não quer interferir

WASHINGTON - O presidente Barack Obama manifestou nesta terça sua profunda preocupação quanto ao resultado das eleições iranianas, enfatizando, ao mesmo tempo, que não seria proveitoso para os Estados Unidos interferir na política interna do Irã.

Redação com agências internacionais |

"Já disse antes que tenho profunda preocupação quanto à eleição. Acho que o mundo está profundamente preocupado com isso", afirmou Obama depois de sua reunião na Casa Branca com o presidente sul-coreano Lee Myung-Bak.

"Mas dada a história das relações entre os Estados Unidos e o Irã, não seria proveitoso ver o presidente dos Estados Unidos interferindo nas eleições iraninas", acrescentou.

No entanto, Obama não quis acrescentar muito mais porque acredita não ser produtivo para as relações entre os países "que acham que o Presidente dos Estados Unidos se intromete nas eleições iranianas".

O líder afirmou que a revisão dos votos no Irã indica que as autoridades entendem que "a população iraniana está muito preocupada com as eleições", que reelegeram o presidente Mahmoud Ahmadinejad, tachada de fraudulentas pela oposição.

Os EUA não mantêm relações diplomáticas com o Irã desde 1980, depois do ataque à embaixada americana em Teerã, mas desde que Obama chegou ao governo tentou retomar a relação bilateral.

"Repito o que eu disse ontem, quando vejo violência contra manifestantes pacíficos, em qualquer lugar que seja, é algo que me preocupa e que preocupa aos cidadãos americanos", acrescentou.

O chefe da Casa Branca expressou seu desejo que todas as vozes sejam escutadas e os direitos universais sejam respeitados, um dia depois que sete pessoas morreram em enfrentamentos entre milicianos islâmicos Basij e seguidores do candidato opositor, Mir Hussein Mousavi, que denunciou a fraude eleitoral.

"Meu desejo é que os iranianos deem os passos necessários para expressar suas vozes e expressar suas aspirações", disse. "As vozes do povo têm que ser escutadas e não reprimidas", ressaltou.

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