O pré-candidato à presidência democrata Barack Obama se viu obrigado neste sábado a se defender das críticas que recebeu por ter insinuado que os trabalhadores americanos da indústria estava ressentidos.

Obama insistiu neste sábado em um ato de campanha que "existem muitas pessoas na pequenas cidades da Pensilvânia, nas cidades de Indiana (...) que estão ressentidas".

"Estão chateadas. Têm a impressão de terem sido abandonadas", acrescentou o senador por Illinois, que tenta seduzir o eleitorado das camadas populares, mais inclindados a votar em sua rival, Hillary Clinton, na disputa pela candidatura do Partido Democrata para as eleições presidenciais de novembro.

A polêmica explodiu quando Obama afirmou na semana passada que os eleitores haviam se afastado de Washington após anos de queda econômica e decidem seus votos com base em temas sociais, como direito de portar armas ou casamento gay, ao invés dos temas de caráter econômico.

"Nos últimos 25 anos viram como os postos de trabalho foram para o estrangeiro", disse em um comício. "Viram como sua economia entrava em colapso, perderam seus empregos".

"E durante 25, 30 anos, democratas e republicanos disseram a eles: 'vamos melhorar as suas comunidades, vamos fazer direito', mas nada disso ocorreu. E com certeza estão ressentidos", acrescentou.

A rival na disputa democrata, Hillary Clinton, aproveitou para criticar o senador por Illinois e qualificou suas declarações de "elitistas e desconectadas da realidade".

"Me informaram que meu oponente disse que as pessoas da Pensilvânia que enfrentam momentos difíceis estão ressentidas", disse em um ato de campanha.

"Bom, minha experiência não diz isso, quando viajo pela Pensilvânia, encontro pessoas fortes, otimistas, positivas, não amarguradas", acrescentou Hillary.

Contudo, Obama rejeitou os comentários, que demonstrariam que ele está desinformado.

"Estou informado. Sei exatamente o que está acontecendo. As pessoas estão fartas".

"As pessoas estão enojadas, frustradas e ressentidas. E querem que ocorra uma mudança em Washington, e por essa razão sou candidato à presidência dos Estados Unidos".

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