Obama se compromete a defender direito ao aborto

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou nesta quinta-feira seu compromisso com a defesa do direito ao aborto. Continuo determinado a proteger a liberdade das mulheres de escolher entre ter um filho, ou não, declarou Obama, em nota divulgada por ocasião do 36º aniversário de uma decisão histórica da Suprema Corte sobre o direito ao aborto nos EUA.

Redação com agências internacionais |



Reuters

Em Washington, pessoas fazem manifestação contra aborto nos EUA


A data "nos lembra que essa decisão não apenas protegeu a saúde das mulheres e a liberdade de reprodução, mas simboliza um princípio maior: que o governo não tem de se intrometer nos assuntos familiares mais íntimos", justificou, marcando, mais uma vez, sua diferença em relação ao antecessor, George W. Bush.

Obama diz que todos devem trabalhar para prevenir a gravidez, reduzir a necessidade de aborto, e apoiar as escolhas que as mulheres e famílias fizerem. Ele diz que precisamos encontrar interesses comuns em expandir o acesso a métodos contraceptivos, informações corretas sobre saúde e medidas preventivas.

Milhares de pessoas contrárias ao aborto fizeram uma manifestação no National Mall, em Washington, para lembrar o aniversário da decisão sobre o aborto no país, entre preocupações de que poderiam enfrentar obstáculos na política do novo presidente.

O protesto e a marcha que se seguiu até a Suprema Corte veio dois dias após o comprometimento de Obama, sobre o qual muitos oponentes disseram ter enfatizado a necessidade de dar mais voz ao que acreditam.

Ex-presidente


O presidente George W. Bush, regularmente, apoiava essas manifestações contra o aborto. Em uma observação que foi coberta por audio a manifestantes no ano passado, o ex-presidente disse que a biologia confirma desde o início que cada criança que está por nascer é um indivíduo com seu próprio código genético.

A opinião pública norte-americana sobre o aborto tem sido bem estável nas últimas décadas, com pesquisas quase sempre mostrando uma maioria estreita dizendo que o procedimento deveria ser legal em todos ou na maioria dos casos. O assunto continua trazendo desacordos entre a maioria dos americanos.

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