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Obama se antecipa e começa a agir antes de assumir Presidência

Washington - Ainda faltam mais de 70 dias para que Barack Obama assuma de fato a Presidência dos Estados Unidos, mas o futuro líder da maior potencia econômica do mundo já começou, sem demora, suas tarefas presidenciais, cada vez mais intensas devido à grave situação econômica e às necessidades sociais do país.

EFE |

 

    Sem tempo para aproveitar suas histórica vitória, Obama manteve nas últimas horas contatos com líderes de todo o mundo, entre eles o próprio George W.Bush e o papa Bento XVI, em uma antecipação das suas tarefas de estadista que, na teoria, deveriam tomar seu tempo apenas a partir de 20 janeiro.

    Após a tensão de ontem, Obama acordou hoje tranquilamente com suas filhas e fez atividades físicas, embora não sem muito tempo livre disponível, já que já se envolveu totalmente na formação de sua equipe e na preparação da transição governamental.

    Obama e a família comemoraram a vitória em Chicago  
    Obama e a família comemoraram a vitória em Chicago


    Por enquanto, a imprensa informou que a primeira nomeação será a de seu chefe de Gabinete, posto-chave que pode ter à frente o congressista pelo estado de Illinois Rahm Emanuel.

    A agenda de amanhã de Obama também já está preenchida. O presidente-eleito foi convocado pelo diretor da CIA, Mike McConnell, para um encontro informativo sobre assuntos de inteligência, iniciativa que também se estendeu ao vice Joe Biden.

    Sem tempo a perder, a equipe de Obama e Biden deve começar a esboçar o programa de Governo para os próximos quatro anos, consciente de que as expectativas são muito altas e que a crise impedirá que se desenvolva totalmente seus planos de baixar os impostos e investir em programas sociais.

    Durante a campanha, o senador por Illinois se apoiou na mensagem de mudança e, com isso, convenceu os eleitores de que é a pessoa certa para dar uma nova direção ao país e devolver a prosperidade e o prestígio que a primeira potencial mundial parece ter pedido um pouco.

    Porém, uma vez conseguida a vitória, é preciso transformar as promessas em fatos, especialmente em matéria econômica, que foi a prioridade dos eleitores na hora de pôr seus votos nas urnas.

    Quando Obama se sentar pela primeira vez no Salão Oval, vai se deparar com uma economia imersa na pior crise financeira dos últimos 80 anos, com um crescimento negativo e com uma grave deterioração do mercado imobiliário.

    Fora isso, terá que lidar com bolsas de valores cada vez mais abaladoa, com a capacidade de despesa das famílias americanas desabando, e indústrias anunciando demissões em massa em um momento delicadíssimo.

    Entre essas empresas, os bancos, obrigados agora a ter que depender de ajudas estatais para seguir operando, e também a indústria do automóvel, que enfrenta um futuro incerto, deixando milhões de trabalhadores e a suas famílias na corda bamba.

    Um relatório do Centro da pesquisa do Automóvel afirma que o colapso da GM e da Ford acabaria com dois milhões de empregos, e afetaria o crescimento do Produto Interno Bruto em dois pontos percentuais.

    A indústria inteira pede um plano de resgate, sobre o qual Obama terá que se pronunciar.

    Com isso, Obama terá que decidir se segue adiante com seu plano para descer os impostos à classe média, o que reduzirá a receita do Estado.

    Uma das medidas que poderia ser tomada por Obama nos próximos dias é a de nomear um secretário do Tesouro com peso, pois será o responsável por completar o plano bilionário de resgate financeiro aprovado pelo Congresso.

    Entre os candidatos, fala-se no nome de Lawrence Summers, que ocupou o cargo na gestão Bill Clintone, e de ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Paul Volcker.

    Um terceiro nome que soa no setor financeiro é Timothy Geithner, presidente do Fed em Nova York, e cuja gestão da crise entre os bancos de Wall Street gerou vários elogios.

    Antes de tomar posse como chefe de Estado, Obama se envolverá nas negociações de um novo plano de estímulo econômico no Congresso, onde o Partido Democrata reforçou sua posição majoritária.

    A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, quer um novo programa de US$ 100 bilhões para que os estados possam investir em infra-estruturas, escolas e serviços públicos, com a confiança de que servirá para criar empregos.

    O plano também poderia incluir a entrega de cupons para os mais pobres, ajudas para as famílias que lidam com a possível perda de suas casas e cheques de devoluções de impostos.

     

    Assista abaixo ao discurso de Obama na íntegra (em inglês) 

     

    Veja o mapa de como ficou a eleição nos Estados Unidos:

    Divulgação
    Obama ganhou nos Estados azuis e McCain nos vermelhos

    A campanha democrata

     

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