Obama revela novas propostas para reforma na saúde

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou nesta segunda-feira novos planos para avançar com a reforma do sistema de saúde do país. Uma das propostas mais importantes dá ao governo americano novos poderes para impedir que planos de saúde imponham aumentos excessivos.

BBC Brasil |


A nova proposta também proíbe que as companhias que fornecem o seguro saúde rejeitem clientes que já tenham problemas de saúde ou cobrem mais caro dessas pessoas.

AP
Obama durante encontro nesta segunda-feira com governadores americanos

Obama durante encontro nesta segunda-feira com governadores do país


A reforma do sistema de saúde foi uma das promessas de campanha de Obama e é considerada uma das prioridades de seu governo. No entanto, até agora o governo ainda não conseguiu aprovar a reforma.

Ao anunciar as nova propostas, a Casa Branca afirmou que a iniciativa "ajudará mais de 31 milhões de americanos que não têm condições de pagar o seguro saúde e tornará a cobertura mais acessível para muitos mais".

Na quinta-feira, o presidente americano deve realizar na Casa Branca negociações bipartidárias, que serão transmitidas pela televisão americana, para discutir o assunto.

Maioria

Em janeiro, os democratas perderam um assento no Senado para o republicano Scott Brown, do Estado de Massachusetts. Com isso, o partido do presidente Obama perdeu a maioria de 60 assentos no Senado, que facilitaria a aprovação da reforma no setor de saúde.

O debate marcado para quinta-feira é visto como um momento importante na campanha de Obama para aprovar a nova legislação, depois de meses de discussões no Congresso.

Obama citou as negociações desta semana em seu pronunciamento semanal de rádio no sábado.

"Não quero ver essa reunião se transformar em um teatro político, com cada lado simplesmente recitando pontos de discussão e tentando conseguir pontos políticos", disse o presidente.

"Em vez disso, peço aos membros dos dois partidos para tentar encontrar pontos em comum em um esforço para resolver um problema que nos acompanha há gerações", acrescentou.

No final de 2009, a Câmara dos Representantes e o Senado aprovaram versões diferentes da proposta de reforma de Obama.

Agora, os congressistas americanos precisam unificar as duas versões, criando um texto único que possa ser enviado para a assinatura do presidente Barack Obama.

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