O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu nesta segunda-feira uma célula de crise, na Casa Branca, para analisar soluções visando a deter o vazamento de petróleo no Golfo do México.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu nesta segunda-feira uma célula de crise, na Casa Branca, para analisar soluções visando a deter o vazamento de petróleo no Golfo do México.

Obama discutiu a situação com seus secretários da Defesa, Segurança Interna, Energia e Interior, e com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

"Enquanto avaliamos as diferentes opções para deter o vazamento, o presidente deu duas orientações a sua equipe: sobre a importância de se consultar especialistas independentes, cientistas e técnicos; e que todos os pontos de vista devem ser considerados na identificação de soluções", destacou a Casa Branca.

No mesmo sentido, Obama pediu ao seu secretário de Energia, Steven Chu, que se encontre com os dirigentes da British Petroleum (BP) "para exigir soluções" à crise.

"Como o presidente já disse claramente, a BP pagará todos os custos para conter o vazamento e limpar esta poluição; e vamos agir para receber a reparação integral pelo prejuízo".

A British Petroleum reiniciou hoje as operações com dispersantes no Golfo do México para tentar minimizar os efeitos do derramamento de petróleo, apesar dos riscos para o meioambiente do uso destes produtos químicos.

A expectativa é a de que o dispersante quebre a composição do óleo e que, com o passar do tempo, a mancha flutuante se dilua em partículas menores, biodegradáveis, em vez de permanecer densa, espessa, sufocando a vida selvagem e a vegetação.

O diretor executivo da BP, Tony Howard, informou que planeja baixar, "nas próximas 72 horas", uma espécie de caixa de contenção menor que a cúpula gigante, para atuar como um "chapéu" no ponto de vazamento de óleo.

A catástrofe ecológica começou quando a plataforma Deepwater Horizon, administrada pela BP, naufragou no dia 22 de abril passado, dois dias depois de uma explosão que matou 11 pessoas.

A tubulação que era conectada à plataforma a partir da cabeça do poço está fraturada no fundo do oceano, a mais de uma milha da superfície, lançando petróleo a um ritmo de 5.000 barris, ou 800.000 litros, por dia.

afp/sd/LR

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.