Obama responde perguntas enviadas pelo Twitter

Em evento transmitido ao vivo pela internet, líder americano conversou sobre economia e emprego com usuários do site

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou nesta quarta-feira de um evento no qual respondeu perguntas enviadas

pelo Twitter. O evento, que aconteceu na Casa Branca e foi transmitido ao vivo pela internet, foi moderado por Jack Dorsey, cofundador e presidente-executivo do site.

Os principais temas discutidos foram a economia e o emprego. Usando a hashtag #AskObama, desde 30 de junho os usuários do site puderam enviar perguntas ao presidente, que foram selecionadas pela equipe do Twitter.

AP
Obama digita observado pelo cofundador e presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, durante evento na Casa Branca

Uma das perguntas foi enviada pelo parlamentar republicano e presidente da Câmara John Boehner, que perguntou: "Onde estão os empregos?". "Essa pergunta é um pouco enviesada", brincou Obama, que depois afirmou que os EUA estão, sim, criando empregos, mas em um ritmo que não o satisfaz.

Ele completou que o governo pode fazer mais para impulsionar a economia, mas nem sempre é possível conseguir apoio do Partido Republicano para isso.

Enquanto os usuários tinham apenas 140 caracteres para fazer suas perguntas, Obama não tinha limite de tempo para respondê-las. A maior parte de suas respostas foi longa e incluiu temas como custos universitários, imigração, dívida, crise imobiliária entre outras.

Questionado sobre que erros ele acreditava ter cometido durante a recessão, Obama defendeu seu programa de estímulo para a economia mas disse que sua administração subestimou a gravidade da recissão. Segundo o líder, ele não preparou o povo americano para "o tempo que (a recuperação) ia levar".

Obama também afirmou que a crise no mercado imobiliário foi mais "teimosa" do que ele esperava e que, por isso, teve de rever seu programa de assistência ao setor por diversas vezes.

O líder advertiu para o risco de uma nova recessão econômica se o Congresso americano não elevar o limite da dívida dos Estados Unidos. Segundo Obama, se isso não acontecer "o Tesouro ficará sem dinheiro" e mercados de capital de todo o mundo poderão decidir que a confiança e o crédito dado aos EUA não significam nada. "Nossa nota de crédito poderá ser reduzida e as taxas de juros poderão subir drasticamente, rumo a uma segunda recessão ou pior", afirmou.

Campanha

A iniciativa faz parte do esforço do líder americano de usar as redes sociais para "chegar ao público que talvez não obtenha suas informações pela imprensa tradicionais como os diários ou as cadeias de televisão", como indicou em abril o diretor de comunicações da Casa Branca, Dan Pfeiffer.

O primeiro encontro de Obama por meio das redes sociais aconteceu em abril pelo Facebook, em que participou junto ao fundador da rede social, Mark Zuckerberg, e respondeu perguntas dos usuários.

Em 18 de junho, a campanha de reeleição de Obama anunciou que o próprio presidente americano atualizaria suas contas no Facebook e Twitter. A mídia social é vista como uma das grandes razões para o sucesso de Obama na campanha presidencial de 2008. Apesar disso, na época ela foi usada mais para informar os partidários de notícias sobre a campanha do que para realmente interagir com os eleitores.

Com AP e AFP

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