Obama relaciona baixa do dólar a políticas de Bush

GARY, Estados Unidos (Reuters) - O candidato democrata para a Presidência dos EUA Barack Obama relacionou nesta terça-feira a queda do dólar a desequilíbrios na economia norte-americana e nas políticas da administração de Bush, que, segundo ele, colocaram o país em profunda dívidas. Obama, que está disputando com Hillary Clinton a nomeação presidencial pelo Partido Democrata, disse que os norte-americanos estão mais comprando produtos no exterior do que exportando.

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'Nós estamos gastando todo o nosso dinheiro, gastando no exterior e gastando dólar e ninguém está comprando coisas de nós', disse Obama em um evento na prefeitura de Gary, em Indiana.

'O que acontece é que a Arábia Saudita tem muito dólares pois vendem muito petróleo. Na China, eles tem bastante dólares pois eles estão vendendo para nós todas as coisas que nós estávamos acostumados a fabricar aqui mesmo em Gary', disse Obama.

'E em um certo ponto, eles dizem você sabe, nós temos dólares suficientes', afirmou. 'Nossos bancos estão cheio deles neste momento.'

O dólar perdeu praticamente 40 por cento de seu valor desde 2002. Em meses recentes, o ritmo de queda do dólar acelerou à medida que investidores do mundo todo perderam confiança na saúde econômica dos EUA.

Obama, que deu aula de leis constitucionais na Universidade de Chicago, usou uma versão mais professoral para dar a mesma resposta que o secretário do Tesouro tem respondido rotineiramente quando perguntado sobre a moeda norte-americana --o valor dela reflete os fundamentos econômicos.

Mas ele deu um passo além, dizendo que as políticas do presidente George W. Bush tem atingindo a economia e, assim, enfraquecido o dólar.

'Nós temos tomado dinheiro emprestado da China como ninguém. Nós somos como aquele primo que sempre vem e nunca tem um emprego. Você sabe, aquele cara que sempre está com rodas novas no carro', disse Obama, que procura ser o nomeado democrata contra o senador republicano John McCain nas eleições de novembro.

Obama ainda disse que a dívida nacional subiu fortemente por causa da guerra do Iraque, que até o seu fim 'custará mais de 1 trilhão de dólares'.

(Reportagem de Caren Bohan)

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