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Obama rejeita que críticas contra o governo sejam racistas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu, nesta sexta-feira, a possibilidade de que alguns americanos não gostem dele por causa de sua cor, mas rejeitou que as críticas contra seu governo sejam baseadas no racismo. As declarações do presidente, feitas durante uma entrevista pré-gravada para a rede de televisão americana ABC, são uma resposta ao comentário feito nesta semana pelo http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/09/16/carter+diz+que+recentes+criticas+a+obama+sao+racistas+8468934.html target=_topex-presidente Jimmy Carter de que as críticas ao seu programa de governo são racistas.

BBC Brasil |

"O que eu disse durante a campanha - existem pessoas que não gostam de mim por causa da minha raça? Estou certo que sim. Existem pessoas que votaram em mim somente por causa da minha raça? Provavelmente há também", afirmou o presidente.

Na quarta-feira, Carter disse em uma assembleia comunitária em Atlanta, no Estado americano da Geórgia, que "há uma sensação inerente entre muitos neste país de que um afro-americano não deveria ser presidente".

A declaração de Obama foi a primeira desde o comentário do ex-presidente.

"Acredito que a questão da raça é volátil nessa sociedade e sempre foi. Fica difícil de as pessoas separarem a raça como um tipo de pano de fundo da sociedade americana versus a raça como um fator predominante em qualquer tipo de debate", disse Obama.

Na opinião do presidente, a maioria dos americanos está tentando avaliar como as propostas de reforma no sistema de saúde propostas por ele afetariam suas vidas e se o governo estaria agindo corretamente.

O presidente afirmou que a mídia é parcialmente responsável pela polêmica porque se concentraria nos elementos mais radicais dos dois lados.

'Respeito'

Na declaração de quarta-feira, o ex-presidente Jimmy Carter afirmou ainda que a interrupção de um discurso de Obama no Congresso, há uma semana, por um deputado que gritou "Você mente!" foi parte desta tendência. Como chefe de Estado e chefe de governo - como chefes de Estado em outras partes do mundo tais como a Rainha da Inglaterra - Obama deveria ser "tratado com respeito", disse Carter.

A Câmara dos Representantes aprovou na terça-feira uma resolução formal de reprovação ao deputado republicano Joe Wilson.

A iniciativa teve o apoio da maioria dos democratas, mas foi criticada por muitos republicanos que disseram se tratar de uma distração, quando há questões mais sérias.

O filho mais velho de Wilson, Alan, negou que racismo fosse um fator na manifestação do pai.

Alguns conservadores acusaram os partidários de Obama de lançarem mão do argumento de racismo para impedir críticas.

Wilson disse que fez um pedido de desculpas pessoal a Obama e isso deveria ser o suficiente para pôr fim à questão.

A interrupção de Wilson ocorreu quando Obama afirmava no discurso que imigrantes ilegais não teriam acesso a benefícios da assistência médica americana.

Segundo o editor para América do Norte da BBC Mark Mardell, uma série de eventos públicos realizados recentemente na capital americana foram marcados por tensão e duros protestos contra o presidente americano.

Em um recente protesto de contribuintes em Washington no fim-de-semana, manifestantes criticaram planos de reformas de Obama, que foi chamado de "tirano". Outros pediram "o resgate dos Estados Unidos".

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