Obama rejeita punições a agentes da CIA por interrogatórios

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quinta-feira que os funcionários da CIA não serão punidos por terem submetido suspeitos de terrorismo a simulações de afogamento e a outros métodos agressivos de interrogatório durante o governo de George W. Bush. Este é um tempo de reflexão, não de castigo, disse em nota Obama, que logo após tomar posse determinou o fim dessas práticas, condenadas internacionalmente.

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Ao autorizar a divulgação de memorandos do governo Bush que permitiam as práticas violentas na prisão militar de Guantánamo e em centros secretos de detenção, Obama deu garantias a funcionários da CIA de que eles não enfrentarão acusações penais.

"Ao divulgar esses memorandos, é nossa intenção garantir que aqueles que cumpriram suas tarefas confiando de boa fé no aconselhamento jurídico do Departamento de Justiça não serão submetidos a processos", afirmou o presidente.

"Os homens e mulheres da nossa comunidade de inteligência servem corajosamente nas linhas de frente de um mundo perigoso. Devemos proteger suas identidades tão diligentemente quanto eles protegem nossa segurança, e devemos fornecer a eles a confiança de que podem fazer seu trabalho."

Mas o presidente deixou claro que a decisão não reverte a sua reprovação às táticas adotadas pelo governo Bush como parte da sua "guerra ao terrorismo", e que foram consideradas formas de tortura por diversas entidades de direitos humanos.

"Em um dos meus primeiros atos como presidente, proibi o uso dessas técnicas de interrogatório pelos Estados Unidos porque elas abalam nossa autoridade moral e não nos deixam mais seguros", afirmou.

"Alistar nossos valores para a proteção do nosso povo nos deixa mais seguros. Uma democracia tão resistente quanto a nossa deve rejeitar a falsa escolha entre nossa segurança e nossos ideais, e por isso esses métodos de interrogatórios já são coisa do passado."

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