Obama reitera que não quer envolver EUA em lutas internas do Irã

Washington, 22 jun (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, ressaltou hoje que os Estados Unidos não devem se envolver no movimento pós-eleitoral no Irã, apesar das críticas da oposição republicana, que pede uma maior implicação.

EFE |

Em entrevista exibida hoje pelo canal "CBS", Obama assegurou que a última coisa que desejaria é que os americanos fossem utilizados por "essas forças que buscam transformar lutas em uma discussão sobre os EUA".

"É isso o que eles fazem. Isso é o que sempre vimos, e não deveríamos entrar em seu jogo. Não devemos no converter em uma distração do que está ocorrendo no Irã, do fato de que são os próprios iranianos que estão fazendo escutar sua voz", explicou.

"Agora, a melhor coisa que podemos fazer é mostrar ao mundo os incríveis protestos que vimos" no país, disse Obama, que, no entanto, exigiu ao Governo do Irã que "detenha toda a violência e as ações injustas contra seu próprio povo".

Obama insistiu que seu Governo está acompanhando de perto os eventos, embora como um observador, apesar da insistência dos republicanos para que se envolva mais na defesa do movimento gerado no Irã desde as eleições presidenciais, realizadas em 12 de junho.

O Irã é cenário há mais de uma semana de manifestações e violentos enfrentamentos, que começaram após se saber da vitória eleitoral, por uma surpreendente maioria absoluta, do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o que é questionado pela oposição. Pelo menos 20 pessoas morreram.

O regime iraniano acusou os EUA e o Reino Unido de interferir nos assuntos internos do Irã e de fomentar os distúrbios.

Ontem, em declarações a um programa de televisão, o senador republicano Lindsey Graham assegurou que "o presidente dos EUA deve liderar o mundo democrático".

Outros, como o ex-candidato republicano à Presidência John McCain lembraram que líderes mundiais como o francês Nicolas Sarkozy e a alemã Angela Merkel foram mais agressivos ao condenar a ação repressiva do regime iraniano.

Na sexta-feira passada, republicanos e democratas impulsionaram no Congresso uma resolução que "condena a contínua violência contra os manifestantes por parte do Governo do Irã". EFE pgp/rr

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