um minuto de silêncio na Casa Branca, às 8h46 local (9h46 de Brasília), coincidindo com o momento no qual o primeiro avião bateu contra o World Trade Center de Nova York, há oito anos." / um minuto de silêncio na Casa Branca, às 8h46 local (9h46 de Brasília), coincidindo com o momento no qual o primeiro avião bateu contra o World Trade Center de Nova York, há oito anos." /

Obama reitera que EUA não hesitarão em perseguir Al-Qaeda

WASHINGTON - O presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos nunca hesitarão na perseguição da Al-Qaeda, em um breve discurso no Pentágono, por ocasião dos atos em memória às vitimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Horas antes, Obama fez http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/09/11/obama+faz+minuto+de+silencio+em+memoria+das+vitimas+do+11+de+setembro+8386910.html target=_topum minuto de silêncio na Casa Branca, às 8h46 local (9h46 de Brasília), coincidindo com o momento no qual o primeiro avião bateu contra o World Trade Center de Nova York, há oito anos.

Redação com agências internacionais |

A celebração ocorreu nos jardins da Casa Branca, em um dia que amanheceu chuvoso e cinza, ao contrário do dia claro marcado pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Obama esteve acompanhado de sua esposa Michelle, que estava vestida de luto.


Casal Obama faz um minuto de silência em Washington / AFP

Depois desta solene comemoração, o presidente - no primeiro ato do 11 de Setembro desde que chegou ao poder - foi ao Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA e que foi também alvo dos atentados daquele dia, onde se reunirá com os familiares das vítimas.

Neste lugar, onde caiu o último dos aviões, minutos antes das 10h daquele dia (11h de Brasília), morreram 184 pessoas, civis e militares.

Barack Obama pediu, em um breve discuro, que os americanos participem de tarefas de voluntariado como maneira de honrar a memória das quase 3 mil vítimas daqueles ataques contra as Torres Gêmeas em Nova York, o Pentágono em Washington e na Pensilvânia.

"Jamais esqueceremos as imagens dos aviões se chocando contra os edifícios, da fumaça saindo das ruas de Manhattan, das fotos dos desaparecidos nas mãos de seus familiares", afirma Obama em uma carta aos nova-iorquinos. "Jamais esqueceremos a raiva e a dor que sentimos", acrescentou.

Cerimônia no Marco Zero

A cidade de Nova York prestou nesta sexta-feira uma homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 por ocasião do oitavo aniversário da tragédia com uma nova cerimônia no local em que ficava o World Trade Center, onde a reconstrução paralisada é alvo de muitas críticas.

Oito anos depois do ataque mais mortífero já perpetrado no território americano, os Estados Unidos recordaram nesta sexta-feira mais uma vez este acontecimento doloroso de sua história e prestam homenagens às quase 3.000 vítimas da rede terrorista Al-Qaeda.

As autoridades americanas organizam todos os anos uma cerimônia no Marco Zero, no sul de Manhattan, onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center.

Mais uma vez, foram lidos os nomes das 2.752 pessoas que morreram nos ataques, e vários minutos de silêncio sucessivos são observados para recordar os momentos em que os aviões se chocaram contra as torres e os em que as duas edificações desabaram.


Momento da queda das torres será lembrado / Getty Images

Este ano, os nomes foram lidos por parentes de vítimas e por pessoas que fazem trabalho voluntário em Nova York. À noite, serão acesos 88 sinalizadores, para lembrar as operações de resgate.

Reconstrução criticada

Mais importante que o ritual da cerimônia, que é basicamente o mesmo desde 2002, é o fato de que a reconstrução dos arranha-céus na capital mundial das finanças continua paralisada, e a crise de 2008 não ajudou a acelerar a obra.

"Os nova-iorquinos estão cada vez mais irritados com o fracasso do governo em reconstruir o Marco Zero", comentou o advogado Barry LePater, especializado na indústria da construção.

Ano após ano, as autoridades de Nova York prometem reconstruir o Marco Zero. Na sua forma mais ambiciosa, o projeto incluía cinco arranha-céus, um memorial e um terminal de transporte ferroviário.


Construção no local do atentado segue em ritmo lento / AP

Entretanto, as estruturas visíveis hoje são mínimas. De acordo com uma pesquisa divulgada na semana passada pela Universidade Quinnipiac, em Nova York, dois em cada três nova-iorquinos acreditam que nem o memorial estará pronto para o décimo aniversário dos ataques, em 2011.

"Não esperem que nenhum elemento do Marco Zero esteja pronto para o décimo aniversário" dos atentados, comentou Maurice Caroll, que dirige o instituto de pesquisas desta universidade.

Segundo o estudo, 25% das pessoas entrevistadas disseram que a lentidão dos trabalhos de reconstrução faz com que eles fiquem "envergonhados" de serem nova-iorquinos.

No mês passado, a imprensa local revelou que as obras iam demorar muito mais do que o previsto e que o projeto inicial de cinco torres, entre elas uma emblemática "Torre da Liberdade", somente estará finalizado em 2036.

* Com Reuters e AFP

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