Obama reitera que crise exige medidas sem precedentes

(embargada até as 9h de Brasília de sábado, 24) Washington, 24 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou hoje que a crise econômica e financeira que o país atravessa exige medidas sem precedentes.

EFE |

"Se não tomarmos medidas rápidas uma situação ruim pode se tornar dramaticamente pior", disse Obama em seu primeiro discurso por rádio desde que assumiu a Presidência na última terça-feira.

Segundo Obama, os dados sobre emprego chegaram a seu pior nível dos últimos 26 anos e, caso nada seja feito, "a taxa de desemprego pode chegar a dois dígitos".

O Departamento do Trabalho informou que até dezembro do ano passado a taxa de desemprego nos EUA foi de 7,2%.

O presidente afirmou que, como consequência da situação, a economia pode perder US$ 1 trilhão, o que se traduziria na perda de renda de US$ 12 mil para cada família de quatro pessoas.

"Poderíamos perder toda uma geração de jovens americanos obrigados a renunciar a seus sonhos universitários", afirmou.

Para Obama, o melhor meio de atenuar a situação é um plano de estímulo e investimento que impulsionará a criação de fontes de trabalho.

"Ambos os partidos no Congresso estão trabalhando nesse plano e espero promulgá-lo em menos de um mês", destacou Obama sobre o projeto, que prevê a criação de entre três e quatro milhões de empregos nos próximos anos.

O presidente disse que buscará acelerar a criação de energia limpa para conseguir uma economia de US$ 2 bilhões ao ano. Também reduzirá os custos do atendimento médico, melhorará a educação e a infra-estrutura do país.

Obama admitiu que existe ceticismo sobre seu plano de recuperação e reiterou seus esforços para melhorar a transparência do Governo.

"Lançaremos um esforço sem precedentes para erradicar o esbanjamento, a ineficiência e a despesa desnecessária", assinalou.

"Sairemos desse momento complicado ainda mais fortes e prósperos que antes", prometeu o líder dos EUA. EFE ojl/rr

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