Obama reitera promessa de tirar EUA da crise

(embargada até 8h de sábado, 7 de março, em Brasília). Washington, 7 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje aos americanos que seu Governo superará a crise econômica, mas advertiu que a tarefa será dura e prolongada.

EFE |

"Desde que assumi o comando, soube que não seria fácil solucionar a crise, nem que ela se resolveria da noite para o dia.

Continuaremos enfrentando dias difíceis", afirmou o chefe de Estado em seu discurso por rádio de sábado.

Obama lembrou a última de uma serie de más notícias da economia americana, as divulgadas na sexta-feira, que indicavam que em fevereiro o país perdeu 651 mil postos de trabalho e que o desemprego chegou a 8,1% .

"Não são apenas números, mas ilustram as dificuldades que vivem na própria carne milhões de americanos que não sabem como pagarão suas contas nem a hipoteca, tampouco como sustentarão sua família", afirmou.

No discurso, Obama detalhou os projetos do Governo para resolver a crise, que incluem planos para restabelecer o fluxo creditício, aliviar a crise hipotecária, melhorar o atendimento médico e reduzir a dependência do petróleo.

"Acho que se agirmos com rapidez, firmeza e responsabilidade, os EUA sairão mais fortes e prósperos do que nunca", afirmou.

E como ocorre em grande parte de seus discursos, Obama lembrou aos americanos que a crise é resultado da gestão de outros Governos, assim como da irresponsabilidade da indústria financeira.

"Meu Governo herdou um déficit de US$ 1,3 trilhão, o maior da história. E também herdamos um processo tão irresponsável como insustentável. Durante anos Wall Street aplicou truques contábeis para ocultar custos e responsabilidades. O mesmo fez Washington", disse.

Obama finalizou o discurso dizendo que os EUA estão em um momento de desafios.

"Já estivemos diante de grandes dificuldades. E cada uma foi uma prova de que cada geração conseguiu não só superar, mas aproveitar para prosperar, para descobrir as grandes oportunidades em meio a uma grande crise", concluiu. EFE ojl/rr

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