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Obama reconhece sérios desafios para seu Governo

Macarena Vidal. Washington, 18 jan (EFE).- Dois dias antes de jurar o cargo e perante uma entusiasmada multidão que assistia a um grande show em sua honra em pleno centro de Washington, o presidente eleito, Barack Obama, reconheceu os desafios que enfrentará, ao mesmo tempo que lançou uma mensagem de esperança e unidade para os Estados Unidos.

EFE |

O mandato do que será o primeiro presidente negro do país começa com duas guerras abertas e uma grave crise econômica, desafios tão sérios como poucas gerações tiveram que enfrentar.

No entanto, entre as ovações das cerca de 400.000 pessoas que, segundo a Polícia de Washington foram ao show, Obama foi positivo ao assegurar: "podemos conseguir qualquer coisa. Não há obstáculo que possa se interpor no caminho de milhões de vozes que exigem uma mudança".

O presidente eleito, que jurará seu cargo nas escadarias do Capitólio na próxima terça-feira, incidiu nos temas que definiram sua campanha eleitoral ao pedir aos americanos para se manter unidos acima das diferenças de partido, religião ou raça, e a conservar a esperança.

"Se podemos nos reconhecer uns nos outros e unir-nos... não somente recuperaremos a esperança e a possibilidade em lugares onde se ansiavam, mas também, talvez, melhoraremos nosso país", disse Obama.

Mas, também advertiu contra as expectativas de seus seguidores, que em alguns casos parecem beirar o messiânico e esperam que ele endireite o caminho do país mal chegue ao Salão Oval.

Resolver os problemas levará tempo e "nosso caminho será longo", advertiu.

"Não vou fingir que será fácil conbater qualquer destes desafios.

Levará mais de um mês, ou de um ano, provavelmente muitos. Ao longo do caminho haverá revezes, e passos em falso, e dias que nos porão a toda prova como país", disse.

Apesar de tudo, insistiu, se os americanos se mantiverem unidos conseguirão continuar em frente.

"O que me dá esperança são vocês. Demonstraram mais uma vez que o povo que ama este país pode mudá-lo", sustentou.

Muitos dos presentes tinham desafiado o frio próximo a zero grau Celsius de temperatura para se aproximar desde horas antes da área onde foi realizado o show.

A Polícia tinha advertido que se o recinto atingisse a capacidade máxima fecharia o acesso, algo que aconteceu meia hora antes do começo do evento, por volta das 14h30 (17h30 de Brasília).

O evento contava entre seus participantes com um longo elenco de estrelas como Bruce Springsteen, Shakira, Stevie Wonder e James Taylor.

Personalidades como o golfista Tiger Woods, o político Martin Luther King III e os atores Denzel Washington e Tom Hanks leram passagens históricas no ato, com o qual começaram os quatro dias de festejos na capital dos EUA para comemorar a posse do novo presidente.

A festa teve um prelúdio ontem com um trajeto de trem de Obama desde a Filadélfia, onde foi redigida a Constituição dos EUA, até Washington, em uma repetição da viagem feita pelo presidente Abraham Lincoln à capital para ocupar a Casa Branca.

Antes de assistir ao show, o futuro presidente foi junto com seu vice-presidente, Joe Biden, ao Cemitério Nacional de Arlington para depositar uma coroa de flores sobre o túmulo do Soldado Desconhecido, e assistiu a um serviço religioso em uma das igrejas negras de mais tradição na cidade.

Amanhã, Obama e Biden devem participar junto a suas famílias em uma série de atos de voluntariado para comemorar o Dia de Martin Luther King, o grande defensor dos direitos civis.

Obama completará esta segunda-feira seu último dia como presidente eleito com três jantares em homenagem a personagens que, de acordo com sua equipe, contribuíram para superar as divisões entre os partidos: seu rival republicano nas eleições, John McCain; o ex-secretário de Estado Colin Powell e o próprio Biden.

Na terça-feira, o futuro líder será recebido pelo presidente em fim de mandato, George W. Bush, na Casa Branca, antes de ir para o Capitólio para o juramento do cargo, para o qual será usada a Bíblia utilizada por Lincoln. EFE mv/ma

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