Obama reconhece divergências em reunião com presidente do Líbano

Washington, 14 dez (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, recebeu hoje pela primeira vez seu colega libanês, Michel Suleiman, com quem concordou na necessidade de levar a paz à região, mas teve divergências em relação a Israel.

EFE |

Para Obama, o Líbano é "um parceiro crítico em uma região crítica", mas nem por isso "o presidente Suleiman e eu temos que concordar cem por cento em como Israel, Líbano, os palestinos e a Síria interagem".

Em um breve comparecimento diante da imprensa, Suleiman disse que conversou com o presidente americano sobre "as ameaças que Israel está exercendo contra o Líbano" e como está pondo obstáculos ao seu desenvolvimento econômico.

Suleiman reconheceu que tinha pedido a Obama o apoio dos Estados Unidos para implementar a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que deu fim à guerra de 2006 com Israel.

""Pedimos a Obama e aos EUA para que exerçam mais pressão sobre Israel para que a resolução 1701 seja implantada e se retire dos territórios que mantém ocupados", afirmou Suleiman, em referência a algumas regiões do sul do Líbano.

Obama concordou com o presidente libanês quanto à necessidade de implementar esta resolução que continua "incompleta".

No entanto, o governante americano quis deixar claro sua preocupação com a grande quantidade de "armas que estão entrando como contrabando no Líbano e que podem ser utilizadas como uma ameaça contra Israel".

"Acho que é do interesse das duas partes que sejam tomadas medidas para frear este contrabando", disse Obama.

Embora o presidente americano tenha reconhecido que os dois países divergem neste assunto, afirmou que ambos "compartilham o compromisso para resolver as questões mediante o diálogo e a negociação, e não com a violência".

Michel Suleiman também se reuniu hoje com o vice-presidente dos EUA, Joseph Biden.

No encontro, segundo a Casa Branca, Biden transferiu ao presidente libanês o apoio à soberania e à independência do Líbano e o desejo de que a paz no Oriente Médio não se produza às custas do país. EFE pgp/bba

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