Obama recebe apoio para levar à frente reforma de saúde

Washington, 29 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que hoje promove a reforma do sistema de saúde em locais tão variados quanto uma escola e um supermercado, recebeu hoje um apoio com o anúncio de avanços no Congresso para levar à frente a medida.

EFE |

Até agora, a reforma estava paralisada no Congresso, onde o Senado deve harmonizar duas minutas de projetos de lei diferentes, enquanto a proposta na Câmara de Representantes não avançava por disputas entre a liderança democrata e um grupo conhecido como os Blue Dogs, democratas partidários de medidas fiscais conservadoras.

Hoje, o grupo anunciou um acordo com os líderes democratas sobre o conteúdo do projeto de lei, enquanto no Senado o líder da Comissão de Finanças, Max Baucus, revelou "progressos" frente à conquista de um projeto de lei unificado.

"Após duas semanas de negociações muito longas e intensas, fico feliz em informar que chegamos a um acordo que permitirá que a reforma do sistema de saúde possa avançar", afirmou o congressista Mike Ross, um dos principais representantes dos Blue Dogs.

Como parte do acordo na Câmara, o grupo retirou suas objeções à medida. Em troca, obtém um corte no custo calculado da reforma, que passa de US$ 1 trilhão para US$ 900 bilhões.

Os líderes democratas renunciam a apresentar o projeto de lei a votação antes que comece o recesso de verão (hemisfério norte), no dia 7 de agosto, e esperarão para que seja retomada a sessão legislativa em setembro para dar mais tempo aos congressistas para assimilar o conteúdo da proposta.

Uma medida similar é a que parece se delinear no Senado, onde, segundo Baucus, houve progressos "encorajadores" em direção a um projeto de lei que permitiria a cobertura médica de 95% da população em dez anos.

Segundo o congressista, o custo da reforma se reduziria em cerca de US$ 100 bilhões, até os US$ 900 bilhões ao longo de dez anos.

Em comunicado distribuído hoje pela Casa Branca, Obama expressou seu agradecimento a senadores e membros da Câmara de representantes por seus esforços em levar à frente a medida.

O presidente afirma que a proposta permitirá "dar mais estabilidade e segurança aos americanos que têm seguro médico e fornecer cobertura de qualidade e acessível aos que não têm". EFE mv/db

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