Obama recebe apoio de Colin Powell e arrecada valor recorde para campanha

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, recebeu o apoio neste domingo do ex-secretário de Estado do presidente George W. Bush, Colin Powell, enquanto que sua campanha anunciava ter recebido o valor recorde de 150 milhões de dólares em setembro.

AFP |

Powell anunciou seu apoio durante uma entrevista concedida à rede de TV NBC, na qual manifestou seu descontentamento com a guinada para a direita do Partido Republicano com a escolha do candidato presidencial John McCain e de sua companheira de chapa, Sarah Palin, que considera que não está preparada para ser presidente.

Em sua longa carreira, Powell, de 71 anos, foi conselheiro para a segurança nacional de Ronald Reagan. Depois foi chefe do Estado-Maior entre 1989 e 1993, e se tornou famoso particularmente durante a operação conhecida como "Tempestade do deserto" durante a Guerra do Golfo, depois da invasão do Kuwait pelo Iraque de Saddam Hussein.

Powell é o primeiro peso pesado do governo Bush a confirmar oficialmente seu apoio ao candidato democrata.

No programa "Meet the Press", disse que Obama reúne as condições para liderar "devido a sua capacidade de inspirar, à natureza inclusiva de sua campanha, que estende a mão para o país todo".

"Seria um presidente transformacional. Por essa razão vou votar no senador Barack Obama", disse Powell, que foi o primeiro cidadão negro a ocupar a patente militar mais alta dos Estados Unidos.

Se Obama vencer as eleições de 4 de novembro, "todos os norte-americanos devem ficar orgulhosos, não só os afro-americanos", acrescentou.

Powell disse que Obama e seu velho amigo McCain estavam preparados para a Presidência. "Mas creio firmemente a esta altura da história americana que precisamos de um presidente (...) que não continue simplesmente com as políticas que tivemos nos últimos anos".

"Precisamos de uma figura transformacional, precisamos de uma mudança de geração. Por isso, apóio o senador Obama", concluiu Powell.

Em declarações à rede Fox News, McCain disse que sempre admirou e respeitou o general Powell. "Somos velhos amigos. Isso não me surpreende", disse o senador pelo Arizona, destacando o apoio que recebeu de outros ex-secretários de Estado, incluindo Henry Kissinger, James Baker e Lawrence Eagleburger.

Também neste domingo os assessores do candidato democrata anunciaram que em setembro Obama alcançou um nível recorde de contribuições de 150 milhões de dólares que pensa em utilizar na reta final de sua campanha para chegar à Casa Branca.

Em uma mensagem de vídeo para os simpatizantes democratas, o chefe de campanha David Plouffe disse que Obama conta agora com mais de 3,1 milhões de doadores, cada um dos quais contribui com uma média de menos de 100 dólares.

"Devido a sua enorme generosidade batemos um recorde em setembro", disse Plouffe, enquanto se dispõe a apresentar os valores de doações mensais à Comissão Federal Eleitoral (FEC).

Desde o lançamento de sua campanha Obama arrecadou 605 milhões de dólares.

O dinheiro arrecadado em setembro permitirá aos democratas manter uma agressiva campanha em muitos dos estados-chaves tradicionalmente fiéis aos republicanos como Carolina do Norte e Virgínia.

McCain reconheceu ter recebido dinheiro público para a campanha, mas com um gasto limitado a 84 milhões de dólares. No entanto, pode contar com a colaboração do Partido Republicano, que em setembro arrecadou 66 milhões de dólares.

aje/dm

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