Obama reafirma apoio a tribunal para julgar a morte de Hariri

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou nesta quinta-feira o apoio dos EUA para que um tribunal da Organização das Nações Unidas julgue os suspeitos pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik al-Hariri, em 2005. O tribunal será aberto em 1o de março. Em declaração que marca o quarto aniversário do assassinato de Hariri, no dia 14 de fevereiro, Obama disse que os EUA compartilham o luto com a perda de Hariri e que nós também compartilhamos a convicção de que seu sacrifício não será em vão.

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"Os Estados Unidos apoiam totalmente o tribunal especial para o Líbano, cujo trabalho começará em algumas semanas, para que tragam os responsáveis e os cúmplices desse crime horrível à Justiça", disse Obama.

Seu antecessor George W. Bush, que deixou o cargo no mês passado, também apoiou uma investigação completa sobre a morte de Hariri e de outras 22 pessoas, na explosão de um carro-bomba em Beirute.

Alguns políticos anti-Síria disseram que o país vizinho estaria envolvido no atentado, mas Damasco nega a acusação. O assassinato gerou protestos em todo o mundo que forçaram a retirada das tropas sírias, que estavam no Líbano por quase 30 anos.

Após mais de três anos de inquérito no Líbano, investigadores da ONU ainda não indicaram nenhum suspeito. O chefe da equipe, Daniel Bellemare, do Canadá, disse que a abertura do tribunal em Haia não significa que os procedimentos legais serão iniciados imediatamente e que as investigações continuarão.

"Enquanto o Líbano se prepara para eleições parlamentares, os Estados Unidos continuarão a apoiar a soberania e a independência do Líbano, as instituições legais do Estado libanês e sua população", disse Obama, se referindo às eleições parlamentares agendadas para junho.

O Líbano tem vivido oito meses de relativa calma após um acordo, no ano passado, pôr fim a um impasse pelo poder entre a coalizão liderada pelos sunitas e uma aliança encabeçada pelo grupo xiita Hezbollah que culminou em um conflito armado.

(Reportagem de Caren Bohan)

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