Obama reafirma a Olmert e Abbas compromisso com a paz

Por Jeffrey Heller JERUSALÉM (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu na quarta-feira em telefonema a líderes de Israel e dos palestinos que irá buscar a paz no Oriente Médio. No mesmo dia, Israel concluiu a sua retirada da Faixa de Gaza, depois de uma devastadora ofensiva de 22 dias.

Reuters |

Uma fonte palestina confirmou o telefonema dado por Obama ao presidente Mahmoud Abbas, da facção laica Fatah, que tem apoio do Ocidente e autoridade sobre a Cisjordânia, mas não sobre a Faixa de Gaza, governada pelo grupo islâmico Hamas.

No telefonema, Obama reiterou que ele e seu governo trabalhariam para atingir a paz no Oriente Médio, segundo a fonte.

O governo de Israel divulgou nota dizendo que o primeiro-ministro Ehud Olmert pôs Obama a par da situação na Faixa de Gaza e manifestou seu desejo de que Israel, Egito, EUA e países europeus consigam impedir o contrabando de armas para o Hamas.

De acordo com a nota, Olmert prometeu esforços para "atender às necessidades humanitárias da população palestina na Faixa de Gaza e trabalhar para melhorar a situação econômica na Cisjordânia".

Em Washington, a Casa Branca informou que Obama também conversou com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e com o rei Abdullah, da Jordânia.

"Ele usou esta oportunidade no primeiro dia no cargo para comunicar seu compromisso com um envolvimento ativo na busca pela paz árabe-israelense desde o começo do seu mandato, e para expressar sua esperança quanto à contínua cooperação e liderança", disse nota assinada por Robert Gibbs, o novo porta-voz da Casa Branca.

Sob pressão internacional para encerrar o conflito -- o mais sangrento entre palestinos e israelenses nas últimas quatro décadas --, Israel e o Hamas declararam tréguas unilaterais e em separado no domingo, o que permite o envio de mais ajuda à região, onde há milhares de desabrigados.

A ofensiva israelense, iniciada em 27 de dezembro com o objetivo de impedir o Hamas de disparar foguetes contra o seu território, matou cerca de 1.300 palestinos, dos quais pelo menos 700 são civis, segundo fontes médicas. Em Israel houve 13 mortos, sendo 3 civis.

O Hamas qualificou a retirada como uma "vitória da resistência palestina" e continuou exigindo que Israel suspenda o bloqueio econômico em vigor desde 2007.

A maior parte das tropas israelenses já havia deixado Gaza quando Obama tomou posse, às 19h de terça-feira (hora local; 12h em Washington, 15h em Brasília). Analistas dizem que Israel agiu assim para evitar atritos com o novo governo norte-americano.

(Reportagem adicional de Nidal al-Mughrabi e Doug Hamilton, em Gaza, e Adam Entous, em Jerusalém)

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