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Obama não está paciente com reforma da segurança, diz Mullen

Por Phil Stewart WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, não está nada paciente e exige mudanças imediatas na segurança aeroviária para corrigir as falhas que permitiram que um nigeriano embarcasse com explosivos em um voo Amsterdã-Detroit no dia de Natal, disse na quarta-feira o almirante Mark Mullen, chefe do Estado-Maior dos EUA.

Reuters |

Em um seminário na Universidade George Washington, Mullen também admitiu que há preocupação de que o episódio "traga mais (casos), gere mais apoio por parte de rapazes que poderiam estar em cima do muro sobre o que fazer com as suas vidas".

Na terça-feira, Obama reuniu-se por duas horas com sua equipe de segurança e disse que o incidente no dia de Natal foi uma "trapalhada" da comunidade de inteligência, que poderia ter consequências desastrosas.

Agências de espionagem dos EUA e o Departamento de Estado tinham informações sobre a suposta ligação do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab com a Al Qaeda, mas isso não bastou para colocá-lo numa lista de pessoas proibidas de embarcar.

Passageiros e tripulantes conseguiram dominar Abdulmutallab antes que ele conseguisse acionar os explosivos no avião.

Mullen disse que parte do problema é que as agências de espionagem precisam filtrar e compartilhar enormes quantidades de dados.

"Isso tem a ver com o compartilhamento de informações e tem a ver com enormes burocracias. E coletamos uma quantidade extraordinária de dados", afirmou. "Estamos aprendendo muito como resultado disso, e vamos fazer as mudanças compatíveis. E o presidente --ele não está nada paciente com isso. Essas mudanças têm de ser feitas imediatamente."

A oposição republicana acusa o governo Obama de ser fraco na questão da segurança nacional e de não conseguir corrigir falhas de inteligência que persistem desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

Os republicanos esperam explorar o assunto na eleição parlamentar de novembro, na esperança de retomar o controle do Congresso.

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