Washington, 6 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer sancionar a lei de reforma da saúde o mais rápido possível, disse hoje o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, durante a entrevista coletiva diária.

Gibbs respondia as perguntas dos jornalistas que o repreenderam continuamente sobre o aparente acordo conquistado ontem a portas fechadas entre Obama e os líderes do Congresso para acelerar a harmonização das duas versões do projeto de lei, a da Câmara de Representantes e a do Senado.

Segundo o acordo que mencionam hoje meios de comunicação americanos citando altos funcionários, em lugar de criar um comitê formal para solver as diferenças entre as duas versões, a Câmara baixa trabalhará na versão do Senado, realizará emendas e esta voltará aos senadores para a aprovação final.

Obama esteve reunido ontem com a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, e com o líder da maioria democrata nesse órgão, Steny Hoyer.

No encontro também participaram o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e seu número dois, Dick Durbin.

O líder volta a reunir-se hoje com Pelosi e os presidentes de vários comitês da Câmara de Representantes para falar novamente sobre a reforma sanitária, que procura ampliar a cobertura médica para 30 milhões de pessoas.

Gibbs evitou falar hoje sobre a opção da "via rápida" para a fase final da legislação e insistiu com os jornalistas para dirigirem suas perguntas "aos membros do Congresso".

A oposição republicana criticou os democratas pela falta de transparência na reta final da promulgação da lei de reforma sanitária.

Durante um debate em janeiro de 2008, Obama disse que queria envolver todas as partes na aprovação da reforma, assim como transmitir as negociações por meio do canal "C-Span" para que o público americano soubesse quais são as opções.

Nesta semana, o presidente de "C-Span", Brian Lamb, enviou uma carta à Casa Branca lembrando sobre a promessa. EFE tb/dm

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