Obama quer que EUA melhorem segurança de centrais nucleares

Presidente americano poderá debater questão nuclear em visita à América Latina, diz vice-conselheiro para assuntos internacionais

iG São Paulo |

O presidente americano, Barack Obama, quer que os Estados Unidos melhorem a "segurança" de suas centrais nucleares. Diante de acidentes nucleares decorrentes do terremotos seguido de tsunami no Japão, Obama disse, nesta terça-feira, desejar que os EUA estudem "como melhorar a segurança e o desempenho de suas usinas nucleares".

AFP
Obama e o vice Joe Biden retornam à Casa Branca depois de visitar o Cemitério Nacional de Arlington, nesta terça-feira
Nesta terça-feira, em entrevista a um canal de TV de Pittsburgh, Obama defendeu a energia nuclear como uma importante fonte para os EUA, apesar de os questionamentos sobre os riscos que a produção de energia nuclear pode trazer.

O presidente americano disse ainda que os EUA estão monitorando de perto os acontecimentos e últimos acidentes no complexo nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, e disse ter sido informado que o costa oeste americana não foi afetada pela radiação proveniente da planta nuclear danificada do Japão.

Com viagem marcada para Brasil, Chile e El Salvador, Obama poderá aproveitar a visita à América Latina como oportunidade para analisar a questão da segurança nuclear após o grave incidente no Japão, informou a Casa Branca. 

"No contexto do que está acontecendo no Japão existirão oportunidades para o presidente Obama discutir com os líderes da região sobre a segurança nuclear", explicou o vice-conselheiro nacional para assuntos econômicos internacionais, Mike Froman. 

Obama chega a Brasília no sábado, de onde segue para Rio de Janeiro, Santiago do Chile e San Salvador. 

Na segunda-feira, deputados de oposição no Chile criticaram o acordo de cooperação em energia nuclear previsto para ser firmado na próxima sexta-feira, dias antes da chegada de Obama ao país. O chefe do partido chileno de oposição Democracia Cristã na Câmara de Deputados, Patricio Vallespín, classificou como "precipitado" o acordo de cooperação em energia nuclear. Segundo Vallespín, que integra a Comissão de Recursos Naturais, "a assinatura deste convênio é antecipada e carente de suporte dos envolvidos".

*Com AFP, Ansa e AP

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