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Obama quer que estratégia para o Afeganistão seja exaustiva

Washington, 22 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer uma estratégia exaustiva para o Afeganistão, que inclua um plano de retirada e não se limite aos aspectos militares da missão.

EFE |

"Não podemos pensar que uma estratégia unicamente militar poderá resolver nossos problemas no Afeganistão", afirma Obama em uma longa entrevista ao programa de TV "60 Minutes", da "CBS", transmitido na noite deste domingo.

As declarações do presidente acontecem no momento em que seu Governo se prepara para apresentar os resultados de uma revisão completa da estratégia para o Afeganistão, antes da realização da Otan em Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha), nos dias 3 e 4 de abril.

"O que buscamos é uma estratégia exaustiva. E deve haver uma estratégia de retirada. Todos devem saber que a situação atual não é para sempre", explicou Obama.

O presidente advertiu também que os comandantes militares sempre alertaram que o Afeganistão seria "um osso mais duro de roer" que o Iraque, tanto por sua geografia muito mais acidentada como pelos "fatores desestabilizadores na fronteira com o Paquistão".

Segundo a imprensa americana, a revisão estratégica para o país asiático vai enfatizar a segurança das tropas dos EUA e da população afegã.

Também incluirá o envio de centenas de funcionários americanos, tanto diplomatas como enviados do Departamento de Justiça e de Agricultura, para ajudar a melhorar os cultivos e o Estado de Direito.

Obama explicou que uma estratégia efetiva no país deveria incluir uma melhora dos esforços diplomáticos no Paquistão e uma melhor coordenação com os aliados, assim como o estímulo da economia afegã.

O presidente americano anunciou no mês passado o envio de 17 mil soldados adicionais, que se somarão aos 36 mil que os Estados Unidos desdobram atualmente no Afeganistão.

Segundo assinalou ao "60 Minutes", esta foi a decisão mais difícil que tomou em seus primeiros dois meses na Casa Branca.

"Entender o que significa para essas famílias, para esses jovens, quando você está sentado em seu escritório, assinando uma carta de condolência às famílias de um herói morto... isso faz você lembrar a cada dia, em cada momento, que as decisões que toma contam de verdade", explicou. EFE mv/mh

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