Obama quer orçamento de defesa recorde de US$ 708 bilhões

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso nesta segunda-feira que aprove um valor recorde de US$ 708 bilhões em gastos com a defesa no ano fiscal 2011, incluindo um aumento de 3,4% no orçamento base do Pentágono e US$ 159 bilhões para financiar as missões militares dos EUA no Iraque, Afeganistão e Paquistão.

Reuters |

AFP
Obama apresenta orçamento em Washington

Obama apresenta orçamento em Washington

O orçamento pedido pela Casa Branca também inclui US$ 33 bilhões em financiamento adicional para o ano fiscal 2010, para pagar pelas operações militares e de inteligência crescentes no Afeganistão e Paquistão e pela retirada parcial das forças dos EUA no Iraque. Esse valor se soma a US$ 129,6 bilhões já incluídos no ano fiscal atual, que termina em 30 de setembro.

O orçamento base pedido pelo Pentágono, US$ 549 bilhões, já representa um aumento de US$ 18 bilhões em relação aos US$ 531 bilhões do ano fiscal 2010 e vai pagar pela continuação das reformas nas aquisições de defesa, no desenvolvimento de um sistema de defesa contra mísseis balísticos e pelo atendimento a soldados feridos.

O orçamento também prevê o cancelamento de vários importantes programas de armas, incluindo o avião de transporte C-17 da Boeing, poupando US$ 2,5 bilhões, e um segundo motor para o caça-bombardeiro F-35 da Lockheed Martin, poupando US$ 465 milhões no ano fiscal 2011 e mais de US$ 1 bilhão no longo prazo. A Casa Branca tentou cancelar os dois programas no ano passado, mas parlamentares os reativaram durante o processo de discussão do orçamento.

O segundo motor está sendo desenvolvido pela General Electric e a empresa britânica Rolls-Royce para servir de alternativa ao motor principal fabricado pela Pratt & Whitney, uma unidade da United Technologies Corp.

O orçamento proposto também cancela os planos para o desenvolvimento de um novo navio da Marinha, os planos para a substituição do avião de inteligência EP-3, da Marinha, e suspende os trabalhos sobre um satélite de aviso antecipado de mísseis, optando em lugar disso por modernizar o satélite Sistema Infravermelho Baseado no Espaço, que já está sendo desenvolvido pela Lockheed.

O orçamento proposto também prevê o adiamento para depois de 2015 da substituição de dois novos navios de comando e controle da Marinha, iniciativa que a Casa Branca diz que poderá economizar US$ 3,8 bilhões no plano quinquenal de defesa do Pentágono. A Marinha tinha planejado comprar um navio de comando em 2012 e um segundo em 2014.

A aquisição de um novo veículo anfíbio que está sendo construído pela General Dynamics Corp. para o corpo de Marines será adiada em um ano, poupando US$ 50 milhões no ano fiscal 2011 e reduzindo os riscos, ao permitir mais tempo para a realização de testes.

O Pentágono disse que também vai reduzir em 17% até o final de 2001 seu uso de contratos de alto risco em áreas relacionadas a tempo, materiais e horas de mão-de-obra.

O orçamento ressalta o compromisso da administração com "uma defesa forte contra ameaças emergentes de mísseis", dizendo que pagará pelo uso de interceptores cada vez mais eficazes de mísseis baseados em terra e mar e para uma nova linha de sensores na Europa.

O orçamento do Pentágono continua a financiar novas armas que já se encontram em desenvolvimento, incluindo o caça F-35, um novo submarino com mísseis balísticos, uma nova família de veículos terrestres e o avião espião P-8 que está sendo construído pela Boeing.

Também vai pagar por mais aviões não tripulados, helicópteros, capacidades de guerra eletrônica e medidas de cyber-segurança.

Ao todo, o orçamento inclui US$ 112,8 bilhões de dólares para a aquisição de armas, um aumento em relação aos US$ 104,8 bilhões do ano fiscal 2010, e US$ 76 bilhões para pesquisas e desenvolvimento, contra US$ 80 bilhões no ano fiscal anterior.

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