Obama quer Europa com capacidades de defesa reforçadas

Estrasburgo (França), 3 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou claro hoje que é a favor de uma Europa forte e que disponha de capacidades de defesa reforçadas as quais permitam que o continente atue com eficácia junto aos EUA no cenário internacional.

EFE |

Em declarações à imprensa concedidas junto ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, Obama disse que os EUA não querem ser "chefes da Europa, mas seus parceiros" e que, quanto mais os europeus forem capazes de se defender, melhor será a atuação "frente aos desafios comuns".

Desta forma, o presidente americano respondia a uma pergunta sobre a decisão da França de retornar à estrutura militar integrada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após 43 anos de ausência voluntária, e o incentivo de Paris às capacidades autônomas de defesa dentro da União Europeia.

Obama lembrou que a Otan "é a aliança mais bem-sucedida na história moderna" e que sua "premissa básica" é o reconhecimento de que a segurança europeia é a segurança dos EUA e vice-versa, algo que considerou como um pilar essencial da política externa americana "nos últimos 60 anos".

Por sua vez, Sarkozy disse estar "convencido de que os EUA e a França fazem parte da mesma família".

O presidente francês também deu apoio "completo" à nova estratégia elaborada por Obama para estabilizar o Afeganistão, mas destacou que a França não enviará mais tropas de combate ao país asiático.

Mesmo assim, o Governo francês vai participar da missão de treinamento da Polícia afegã e está considerando contribuir com mais ajuda econômica ao desenvolvimento do país.

O presidente americano demonstrou apreço pela atitude francesa a respeito do que está em jogo no Afeganistão.

"A França compreende que a Al Qaeda representa uma ameaça não somente para os Estados Unidos, mas também para a Europa", disse Obama.

Para o chefe de Estado americano, "é mais provável que a Al Qaeda seja capaz de cometer um grande atentado terrorista contra a Europa do que contra os EUA, por causa da proximidade". EFE jms/bba

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