Obama quer criar ou salvar mais 600.000 empregos nos próximos meses

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira que quer criar ou salvar mais de 600.000 empregos nos próximos meses acelerando a aplicação de um gigantesco plano para estimular a economia.

AFP |

Obama, que acaba de voltar de uma viagem à Europa, explicou que vai retirar mais fundos do plano de 787 bilhões de dólares, num momento em que a taxa de desemprego atingiu seu nível mais alto em mais de 25 anos.

O anúncio também foi feito pouco depois da publicação de uma pesquisa indicando que 67% dos americanos têm uma opinião favorável de seu presidente, mas criticam a forma como ele administra o dinheiro público.

Juntando-se aos adversários republicanos de Obama, 51% dos americanos reprovam a ação do presidente para controlar as despesas federais, contra 45% que aprovam esta ação, de acordo com esse estudo do instituto Gallup.

Obama defendeu novamente o plano de recuperação. "Sei que alguns, apesar de todas as provas em contrário, não acreditam na necessidade nem na promessa deste plano", declarou o presidente americano durante uma reunião de seu gabinete.

"Segundo a maioria dos economistas, se não tivéssemos feito nada, a possibilidade de queda livre teria sido muito alta", acrescentou.

Obama promulgou em 17 de fevereiro o plano de 787 bilhões, o mais importante da história segundo a administração, com a intenção de criar ou salvar mais de três milhões de empregos em dois anos.

Constituído de investimentos em grandes obras de infraestruturas para combater o desemprego e de isenções fiscais para estimular o consumo, o plano permitiu, segundo Obama, criar ou salvar mais de 150.000 empregos em 100 dias, entre fevereiro e maio.

Segundo os últimos dados do desemprego, o número de maio (9,4%) foi o mais alto desde 1983. No entanto, Obama observou que o número de postos de trabalho suprimidos em maio (345.000) foi o mais baixo dos oito últimos meses.

"Estes números nos lembram que ainda estamos no meio de uma profunda recessão, e que precisaremos de muito tempo para nos recuperar totalmente. Porém, eles também mostram que estamos indo na direção certa", afirmou o dirigente.

Os fundos solicitados vão financiar 135.000 empregos na educação, criar 125.000 postos de trabalho para os jovens, dar início a obras em 98 aeroportos e em mais de 1.500 autopistas, tocar projetos nos parques nacionais e ampliar os serviços no setor da saúde, enumerou a Casa Branca.

Contudo, estes números são considerados como difíceis de verificar, e o plano enfrenta o cepticismo ou a reprovação dos adversários republicanos de Obama e de parte dos economistas.

"Tenho minhas dúvidas sobre se esta gastança de dinheiro terá efeitos positivos no curto prazo", declarou o dirigente republicano Mitch McConnell ao jornal Politico.

Segundo a pesquisa Gallup, 55% aprovavam a ação econômica de Obama no fim de maio, e 42% a reprovavam. No início de fevereiro, estes números eram, respectivamente, 59% e 30%.

De acordo com a Casa Branca, mais de 135 bilhões de dólares do plano de recuperação já foram atribuídos a diversos projetos.

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