Obama quer começar reforma imigratória em 2010

Presidente fez declaração durante ato festivo na Casa Branca para marcar Cinco de Maio, dia de festa para os mexicanos

EFE |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira quer "começar neste ano" os trabalhos para uma ampla reforma imigratória. A declaração foi feita no dia em que é celebrado o Cinco de Maio, quando o México lembra a vitória contra os franceses na batalha de Puebla em 1862, uma data mais comemorada pelos mexicanos que vivem nos EUA do que em seu próprio país.

Obama afirmou que aprovar a "necessária" reforma "será difícil" e que será preciso obter o apoio dos dois partidos. "Quero começar os trabalhos neste ano e quero que democratas e republicanos colaborem comigo", afirmou o presidente. "Temos que ser fiéis ao que somos: um Estado de Direito e um país de imigrantes".

AFP
Obama e a mulher, Michelle, fazem declarações em dia de festa para os mexicanos

Obama expressou seu apoio à proposta apresentada pelos democratas no Senado na semana passada, que prevê o reforço da segurança na fronteira e impõe multas a empresários que contratem trabalhadores ilegais, mas abre um caminho para a legalização dos imigrantes ilegais que já estejam nos EUA.

Após criticar novamente a lei recentemente aprovada no Arizona que criminaliza o status de imigrante ilegal, Obama ressaltou que "o caminho para solucionar nosso fracassado sistema de imigração é fazer uma reforma migratória ampla e com bom senso".

O presidente dos EUA disse que os americanos têm razão de se sentirem frustrados com o atual sistema, especialmente os que vivem em Estados fronteiriços. Porém, Obama acrescentou que "não podemos começar a abordar as pessoas por sua aparência, nem transformar cidadãos que respeitam a lei ou imigrantes que cumpriram as regras com todo rigor, em alvo de suspeita e abuso", em uma nova referência à "preocupante" lei do Arizona.

O presidente americano lembrou que deu instruções a seu governo para que supervisione a lei e examine suas implicações nos direitos civis, entre outros aspectos. Para Obama, a lei do Arizona evidencia "o motivo pelo qual temos que fechar as portas para este tipo de medida mal concebida e cumprir nossas obrigações em Washington" para reformar o sistema atual.

Na semana passada, Obama causou controvérsia ao comentar que o Congresso poderia não ter condições de aprovar uma reforma imigratória em um ano de eleições legislativas.

O presidente falou da reforma imigratória durante ato festivo na Casa Branca que reuniu algumas das personalidades de origem latina mais relevantes dos EUA. Além da secretária de Trabalho americana, Hilda Solís, estavam lá o senador Robert Menéndez, de Nova Jersey, e o congressista Xavier Becerra, da Califórnia, além de líderes de diversas organizações hispânicas e o embaixador do México em Washington, Arturo Sarukhán.

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