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Obama quer aprender com sucessos de seus predecessores

Barack Obama afirmou nesta quarta-feira querer aprender com os sucessos de seus predecessores, não com os fracassos, durante uma reunião extraordinária da qual participaram ex-presidentes, além do atual, dedicada aos assuntos mais sensíveis do momento: a guerra na Faixa de Gaza e a crise econômica.

AFP |

"Com seus sucessos", respondeu Obama a jornalistas a uma pergunta sobre o que queria aprender com os predecessores, antes de se sentar para almoçar com Jimmy Carter (1977-1981), George Bush (1989-1993), Bill Clinton (1993-2001) e o atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush (2001-2009).

"É uma reunião extraordinária", declarou Obama, sentado à mesa entre Bush pai e Bush filho, num encontro considerado muito descontraído.

"Os homens que estão aqui entendem todas as questões e possibilidades inerentes ao cargo. Poder receber seus bons conselhos e ter uma relação amistosa com esses homens é algo extraordinário para mim, e estou muito grato a todos eles", disse Obama no Salão Oval, 13 dias antes de se tornar oficialmente o 44º presidente dos Estados Unidos.

"Minha mensagem, e, acredito, a de todos nós, é que desejamos seu sucesso. Independetemente de sermos democratas ou republicanos, amamos profundamente este país, e ficamos felizes de compartilhar nossas experiências, na medida das nossas possibilidades", afirmou Bush.

De acordo com a porta-voz de Bush, Dana Perino, tal reunião presidencial era inédita na Casa Branca desde o dia 8 de outubro de 1981, quando a morte do dirigente egípcio Anuar al-Sadate reunira Richard Nixon, Gerald Ford, Jimmy Carter e o então presidente Ronald Reagan.

Antes do almoço, Bush e Obama tiveram uma conversa particular de 30 minutos no Salão Oval.

Perino não quis entrar em detalhes sobre seu conteúdo. "Obviamente, não posso imaginar que a reunião aconteça sem que eles falem dos problemas no Oriente Médio", declarou, lembrando que todos tiveram que lidar com essa questão.

"Além disso, como a economia é a maior preocupação de todo mundo aqui, estou certa de que eles falaram sobre isso também", acrescentou.

Obama assumirá o cargo em 20 de janeiro, em um período de transição considerado por diversos especialistas o mais delicado desde Abraham Lincoln (1861-1865).

Ele terá que lidar com duas guerras, no Iraque e no Afeganistão, uma grave recessão econômica e, talvez, também, com uma crise maior no Oriente Médio.

A Casa Branca ressaltou que Bush e Obama não esperaram esta quarta-feira para conversar sobre os principais assuntos do momento.

Entre a eleição de 4 de novembro e a posse de 20 de janeiro, as equipes de Bush e Obama adotaram um tom cordial, com o intuito de permitir a transição mais suave possível.

Obama vai se tornar muito em breve "um integrante do círculo fechado" dos presidentes dos Estados Unidos, disse Perino. "Eles podem não concordar com alguns meios políticos para resolver os problemas da América, mas todos eles apóiam a mesma equipe", afirmou a porta-voz.

Esta foi a segunda ida de Obama à Casa Branca desde sua eleição.

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