O presidente americano Barack Obama pediu nesta quarta-feira uma revolução energética nos Estados Unidos, enquanto figuras importantes de seu governo defendiam no Congresso uma redução vinculante dos gases causadores do efeito estufa.

Em um discurso em Iowa (centro), Obama iniciou uma forte argumentação por uma nova economia impulsionada pela energia eólica e pelas energias próprias, e declarou que os dias em que os Estados Unidos relutavam em combater as mudanças climáticas chegaram ao fim.

"Neste Dia da Terra, é o momento para estabelecermos novas bases para o crescimento iniciando uma nova era da exploração energética na América", disse.

Enquanto isso, os ministros de seu governo defendiam no Congresso um projeto de lei sobre o clima, combatido pelos políticos dos Estados industriais e produtores de carvão.

"Não podemos nos permitir deixar nosso planeta aquecer demais nem o motor de nossa economia resfriar demais", explicou o secretário de Energia, Steven Chu na comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes.

Os Estados Unidos enfrentam, segundo ele, duas grandes ameaças: uma resposta mundial muito tardia aos riscos devastadores do aquecimento global e o perigo de não saberem assumir a dianteira nesta luta.

Chu, acompanhado do secretário de Transportes, Ray Lahood, e de Lisa Jackson, diretora da Agência Americana de Proteção ao Meio Ambiente (EPA, siglas em inglês), disse que está "muito preocupado e entristecido" com a perda do domínio americano nessas novas tecnologias de energia verde (solar, eólica...) para a Europa e a Ásia.

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