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Obama qualifica chegada do homem à Lua como modelo de excelência

Macarena Vidal. Washington, 20 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou hoje o modelo de excelência que foi a missão Apolo 11, em comemoração aos 40 anos da chegada do homem à Lua, embora não tenha dito se apoia novas operações de exploração.

EFE |


"Seu extraordinário trabalho inspirou uma geração inteira", afirmou o presidente americano em uma recepção na Casa Branca a Neil Armstrong, Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins, assim como o atual administrador da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden.

A Nasa "fará tudo o que puder nas próximas décadas para continuar essa missão inspiradora", afirmou Obama, que se lembrou de quando era menino, no Havaí, sentado nos ombros de seu avô e como fica impressionado "diante da maravilha que era o trabalho dos astronautas", naquele dia 20 de julho de 1969.

Obama disse ainda que "o modelo de excelência será sempre representado pelos homens da missão Apollo 11" e reiterou seu compromisso com voltar a fazer da ciência "algo interessante", que poderá ser escolhida como carreira profissional para os universitários de amanhã.

Reuters

Astronautas que estiveram na Lua: Walt Cunningham, James Lovell,
David Scott, Buzz Aldrin, Charles Duke. Thomas Stafford e Eugene Cernan

No entanto, o presidente americano não quis detalhar seus planos para a Nasa para os próximos anos ou se apoia uma missão tripulada a Marte, como pediram Aldrin e Collins.

Seu antecessor, George W. Bush, anunciou, em 2004, planos para voltar a enviar o homem à Lua em 2020, depois que essas viagens foram suspendidas por motivos orçamentários em 1972, e mencionou a ambição de chegar a Marte, embora nenhum projeto tenha sido aprovado.

Após sua chegada à Casa Branca, Obama ordenou uma revisão desses projetos, a cargo de uma comissão presidida pelo ex-diretor da empresa de tecnologia Lockheed Martin Norman Augustine e que deve apresentar suas conclusões no final de agosto.

Orçamento

Uma das preocupações é o custo do programa. A Nasa já deve pôr fim no final do próximo ano aos voos de suas naves espaciais e desenhar um novo veículo, capaz de levar o homem à Lua, ao longo dos próximos dez anos, em um programa com um orçamento de US$ 35 bilhões.

Uma operação para levar o homem a Marte foi calculada em torno de US$ 150 bilhões, um custo muito alto no melhor dos casos, levando em consideração a atual crise econômica enfrentada pelos EUA.

Mesmo assim, os astronautas que viajaram nas diferentes missões Apollo à Lua acreditam que esse objetivo, hoje em dia considerado ficção científica, deve se tornar realidade.

AP

Jerry Carter que estava na Apollo 8 e 12 aparece
em imagem junto a Moon Pie (Torta de Lua)

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, na sede da Nasa em Washington, em comemoração ao aniversário, os astronautas se mostraram unânimes na necessidade de viajar a Marte.

Aldrin, que nos últimos dias repetiu essa mensagem em numerosas aparições públicas, assegurou que "talvez haja vida em Marte e se houver, certamente temos que ir lá e dar uma olhada".

"Quando chegarmos lá, se não havia vida antes, haverá a partir de então, porque a levaremos, seja em forma de germes, o que seja", afirmou.

Por sua parte, Walter Cunningham, da missão Apollo 7, disse que os EUA não podem se transformar em uma sociedade que fuja do risco e renuncie a enviar expedições espaciais, porque não há uma "rede de segurança" para caso algo dê errado.

"Há coisas pelas quais vale a pena arriscar a vida", afirmou o astronauta.

Seu colega James Lovell, da missão Apollo 13 que retornou à Terra em condições arriscadas, após um grave problema técnico, e que se tornou um célebre filme, considerou que ir para Marte pode devolver ao público a ilusão da exploração espacial.

As comemorações pelos 40 anos da chegada do homem à Lua se estenderão nos EUA ao longo da semana, para lembrarem o momento em que cerca de 500 milhões de pessoas no mundo todo viram Armstrong e Aldrin pisarem na Lua e darem um "pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade".


Chegada do homem à Lua completa 40 anos; assista:


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