O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prorrogou por um ano o embargo comercial imposto a Cuba. O embargo americano foi adotado em 1962 e tem sido renovado anualmente desde então.

A aprovação da continuidade do embargo foi assinada na sexta-feira, mas divulgada pela Casa Branca por meio de um comunicado apenas nesta segunda-feira.

Na nota, Obama afirmou que a manutenção do embargo está de acordo com os interesses dos Estados Unidos.

Desde que assumiu a Presidência, Obama já amenizou as restrições de viagens impostas aos cubano-americanos e também relaxou as normas para envio de remessas à ilha.

O presidente indicou ainda que está aberto ao diálogo com os líderes cubanos.

Mas acrescentou que, como os presidentes americanos anteriores, ele apenas vai considerar a suspensão completa do embargo se o governo comunista de Cuba tomar medidas como a realização de eleições democráticas.

Expectativa
Segundo o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, a decisão de Obama pode ter repercussões negativas entre os cubanos.

"Obama falou de um novo começo para as relações entre os dois países e tomou medidas nessa direção. Mas na questão do embargo, o sentimento geral é que não se produziram mudanças substanciais apesar das enormes expectativas sobre sua Presidência", disse Voss.

O correspondente afirmou ainda que nos últimos 17 anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou contra o embargo e apenas Israel apoia a política americana.

Todos os países latino-americanos já se pronunciaram a favor da suspensão do embargo.

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