Obama propõe plano de ação focado na classe média para enfrentar crise

Washington, 13 out (EFE) - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, propôs hoje em Toledo (Ohio) seu próprio plano de ação para enfrentar a crise e que, estimado em US$ 60 bilhões para dois anos, se concentra na classe média.

EFE |

As propostas de Obama incluem reduções tributárias para empresas que criem novos postos de trabalho, a possibilidade para os cidadãos de retirar dinheiro de suas pensões sem penalizações e congelar temporariamente as execuções hipotecárias das pessoas que se esforçam para pagar suas parcelas.

A iniciativa do senador por Illinois poderia ser implementada imediatamente através dos órgãos reguladores ou de uma lei que poderia ser aprovada pelo Congresso em uma sessão especial depois das eleições de 4 de novembro.

"Estou propondo uma série de medidas que deveríamos tomar imediatamente para estabilizar nosso sistema financeiro, aliviar as famílias e comunidades, e ajudar os proprietários de imóveis em dificuldades", disse Obama em Ohio.

Segundo o senador por Illinois, o pilar de seu plano é a criação de empregos.

"É um plano que começa com uma palavra que está na mente de todos e se soletra J-O-B-S (empregos)", afirmou.

Concretamente, o senador propõe uma redução tributária temporária para as companhias de US$ 3 mil por cada novo emprego que criem nos Estados Unidos nos próximos dois anos.

Além disso, pretende permitir que os cidadãos possam retirar, durante este ano e o próximo, até US$ 10 mil de suas contas destinadas às aposentadorias sem serem penalizados.

Por outro lado, Obama quer implantar uma "moratória" de 90 dias para as execuções de hipotecas dos proprietários que vivem em suas casas e que se esforçam para pagar suas parcelas.

O plano do candidato democrata inclui também um fundo especial para emprestar dinheiro aos estados e aos Governos locais.

Além disso, Obama pede a eliminação temporária de impostos sobre os benefícios dos seguros-desemprego.

Exige, além disso, que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Departamento do Tesouro garantam que o sistema bancário se responsabilize mais por suas ações e serviços.

O plano de resgate de Obama se soma a outro anterior que anunciou há alguns meses para reativar a economia americana. EFE cae/db

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