Obama promove plano de estímulo entre negociações para consenso no Congresso

Macarena Vidal. Washington, 11 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, continuou hoje sua campanha para promover o plano de estímulo econômico, depois de, aparentemente, democratas e republicanos chegarem a um princípio de acordo para sua versão definitiva no Congresso.

EFE |

Fontes legislativas indicaram hoje um princípio de consenso sobre a medida, que poderia chegar a US$ 789 bilhões, e foi anunciada para esta tarde uma reunião formal dos negociadores democratas e republicanos no Capitólio.

Obama, que esta semana viajou todos os dias para promover a medida, visitou hoje obras na localidade de Springfield, na Virgínia, onde declarou que o plano de estímulo é "urgente e imprescindível".

"Atualmente, temos um debate em Washington (sobre o plano), mas não é preciso viajar para muito longe da capital para entender porque é preciso iniciar a medida. O plano econômico é urgente e imprescindível para nossa recuperação", afirmou Obama, ao lado do governador da Virgínia, Tim Kaine.

O presidente americano afirmou que o plano de resgate, que na versão do Senado chegava a US$ 838 bilhões, permitirá criar ou salvar entre três e quatro milhões de postos de trabalho em todo o país.

O projeto foi muito criticado pela minoria republicana, que alega que a medida destina muito dinheiro a projetos desnecessários e tem poucos cortes de impostos, que seriam o principal estímulo para a economia.

Cerca de US$ 500 bilhões do plano serão destinados a projetos de infraestruturas, educação e energia, enquanto US$ 275 bilhões corresponderão a cortes de impostos.

A medida recebeu na segunda-feira o sinal verde do Senado, mas sem o apoio em massa que Obama tanto desejava: o plano precisava de 60 dos 100 votos da Câmara Alta, e foi aprovado com 61 a favor e 37 contra.

Agora, o presidente espera que o projeto de lei definitivo esteja pronto para sua assinatura antes da próxima segunda-feira.

Obama deve comparecer amanhã ao Capitólio para se reunir com os líderes legislativos democratas e republicanos, dentro das celebrações do aniversário de 200 anos do nascimento de Abraham Lincoln.

Fontes do Capitólio indicaram hoje que foi possível um princípio de acordo para acertar as versões do projeto aprovadas pelo Senado e a Câmara de Representantes.

Segundo as fontes, existe um clima de otimismo no Capitólio sobre a possibilidade de levar o projeto adiante.

"Estamos na expectativa de que o plano seja aprovado no Congresso, mas o trabalho não acabou (...) será um grande desafio administrar com sucesso este projeto tão grande e ambicioso", disse Obama em seu discurso de hoje em Springfield.

O presidente americano defendeu a necessidade de investir em infraestruturas ao lembrar da ruptura dos diques em Nova Orleans na passagem do furacão Katrina em 2005, e do desabamento de uma ponte em uma estrada de Mineápolis em plena hora do rush em 2007.

Nos últimos dias, Obama viajou a duas das cidades mais castigadas pela crise econômica, Elkhart, em Indiana, e Fort Myers, na Flórida, para explicar ao público o impacto que o plano econômico terá sobre suas vidas.

O presidente deve repetir a experiência amanhã, já que depois de comparecer ao Capitólio viajará para Peoria, em Illinois, também para promover o plano de estímulo. EFE mv/mh

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