(embargada até 7h de sábado - Brasília -, 14 de março) Washington, 14 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje reforçar o sistema de segurança alimentar de seu país, prejudicado nos últimos anos segundo ele por normas obsoletas e uma carga de trabalho que impediu que cumprisse sua real tarefa.

"Isso é inaceitável e mudará" sob a liderança de novas autoridades da FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA), disse Obama em seu discurso por rádio tradicional dos sábados.

O presidente anunciou Margaret Hamburgo como comissária da FDA e Joshua Sharfstein como subcomissário principal, assim como a criação de um novo grupo de segurança alimentar.

Segundo Obama, o trabalho da FDA permitiu que os EUA ganhassem destaque por ser um dos países em que os produtos de consumo são os mais seguros.

No entanto, disse que nos últimos anos essa segurança se viu debilitada por leis e regulações que não foram atualizadas, pelo aumento das tarefas que deve fazer, assim como pela falta de fundos e de funcionários.

O presidente americano citou o caso do espinafre contaminado em 2006, o da bactéria salmonela em pimentões e tomates no ano passado e o de produtos em mal estado que causaram intoxicações e a morte de nove pessoas este ano.

De acordo com Obama, esses casos lembram o quão trágicas podem ser as consequências quando os produtores de alimentos atuam de maneira irresponsável e o Governo é incapaz de cumprir sua tarefa.

"O que é pior, esses incidentes refletem a preocupante tendência" que se vê nos casos de produtos contaminados, que aumentaram de uma média de 100 anuais no início da década de 1990 a 350 agora, comentou Obama.

"Proteger a segurança de nossos alimentos e nossos remédios é uma das responsabilidades mais fundamentais de um Governo, e tenho a intenção de cumpri-la", concluiu. EFE ojl/rr

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