Obama promete reagir às piores cifras sobre o desemprego nos últimos 25 anos

O presidente Barack Obama prometeu medidas nesta sexta-feira para contra-atacar a perda de 651.000 empregos no país durante o mês de fevereiro, o que elevou a taxa de desemprego a 8,1 por cento da população economicamente ativa, no que representa a pior cifra sobre o desemprego registrada nos últimos 25 anos nos Estados Unidos.

AFP |

"Esta manhã nos inteiramos da perda de outros 651.000 postos de trabalho em todo o país, só no mês de fevereiro", disse Obama logo após a divulgação dos dados oficiais.

"Isso leva a um total assombroso de 4,4 milhões de vagas perdidas durante a recessão", acrescentou Obama, em declarações dadas durante uma cerimônia de formatura de novos oficiais da polícia. "Temos a responsabilidade de agir e isso é o que pretendo fazer como presidente dos Estados Unidos da América", enfatizou.

A Casa Branca já havia se manifestado a respeito dos dados divulgados pelo departamento do Trabalho, referindo-se a "uma cifra horrível".

"Não há maneira possível de ver nisso algo positivo", declarou Christina Romer, assessora econômica de Obama, acrescentando que "os americanos estão sofrendo" com essa situação.

Falando ao canal CNBC, a funcionária recordou que o presidente Obama havia advertido que "as coisa iriam piorar antes de mlehorar" e assinalou que, embora a conjuntura esteja piorando, o país vai, por fim, se recuperar.

A queda da mão-de-obra empregada anunciada pelo departamento de Trabalho corresponde às previsões dos analistas, de 650.000 cortes de empregos líquidos.

Mas o ministério revisou em forte alta suas estimativas sobre o número de postos eliminados durante os dois meses precedentes: 655.000 em janeiro (em vez dos 598.000 anunciados), e 681.000 em dezembro (em vez de 577.000), o mês com maior corte de empregos nos EUA desde outubro de 1949.

Em consequência, a taxa de desemprego subiu 0,5 ponto em relação a seu nível estimado no mês anterior, chegando a um patamar que não era registrado desde o fim da recessão do início dos anos 1980.

"Depois do início da recessão em dezembro de 2007, as perdas de emprego chegaram a 4,4 milhões, dos quais bem mais da metade durante os quatro últimos meses", escreveu o ministério.

"O emprego continuou caindo fortemente na maioria dos setores da atividade em fevereiro", acrescentou o ministério.

Todos os setores da economia foram atingidos pela baixa, exceto o dos cuidados de saúde (como há vários meses), que criou 27.000 empregos.

Setor que vem sendo abalado há mais de dois anos, a indústria perdeu 276.000 empregos, após ter cortado 379.000 o mês anterior.

O setor terciário, que emprega quase 85% da mão de obra não-agrícola perdeu 375.000 postos de trabalho, após 276.000 em janeiro.

O número de desempregados nos EUA chegou a 12,5 milhões, segundo a contagem oficial do ministério. Além disso, 5,6 milhões de pessoas dizem que estão procurando emprego, mas não estão contabilizadas na população ativa por diversas razões.

O número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas ou mais aumentou muito, ficando em 2,9 milhões. O número era de apenas 1,3 miljão no início da recessão.

Segundo o ministério, 8,6 milhões de pessoas são forçadas a trabalhar meio período contra sua vontade devido à conjuntura econômica, ou seja, aproximadamente 4 milhões a mais do que em dezembro de 2007.

O ministério destacou que, desde o início da recessão, o aumento do desemprego se deve principalmente às pessoas que perderam seu emprego, por oposição a pessoas que entraram no mercado de trabalho sem encontrar uma vaga.

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